{"status":200,"response":{"result":"RELATED_ARTICLES_RETRIEVED","data":[{"id":"614a48478fed6264ac92303f","updated":"2021-09-29T10:30:00.758Z","created":"2021-09-21T21:01:59.572Z","statuses":{"approval_status":"approved","publish_status":"published","visibility_status":"public","has_pending_changes":false,"is_pinned":false,"is_paywall_disabled":false,"scheduled_date":"2021-09-29T10:30:00.595Z","rejection_reason":null},"metadata":{"location":"home","location_slug":"blog","content_type":"post","publish_date":"2021-09-29T10:30:00.758Z","likes_count":0,"bookmarks_count":0,"comments_count":0,"score":"2021-09-29T10:30:00.758Z","sharing_title":"Eleutheromania, um intenso e irrepreensível desejo por liberdade","sharing_description":null,"sharing_image":"https://602b0a49a74b651d2ab0f827.redesign.static-01.com/f/images/17de242fb431fc2e3e716d2600297961ad1a8bf9.jpeg","tag_ids":["605e32aa32e1ab6069a32959","60ad51bd7bac1925ed0b8754","614a49dbadf6b60330e4b1c5","614a49dbadf6b60330e4b1c7","6046362f3a687c14765da8c5"],"author_user_id":"614a43a2ed415903293037ac","moderator_user_id":"602c0ac8c95562223a93b904","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827","course_id":null,"course_module_id":null,"group_id":null,"version":1,"tags":[{"id":"60ad51bd7bac1925ed0b8754","title":"cinema","slug":"cinema","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"605e32aa32e1ab6069a32959","title":"educomunicacao","slug":"educomunicacao","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"6046362f3a687c14765da8c5","title":"anuario 2020","slug":"anuario-2020","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"614a49dbadf6b60330e4b1c5","title":"lgbt","slug":"lgbt","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"614a49dbadf6b60330e4b1c7","title":"genero","slug":"genero","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"}]},"content":{"title":"Eleutheromania, um intenso e irrepreensível desejo por liberdade","slug":"eleutheromania-um-intenso-e-irrepreensivel-desejo-por-liberdade","cover_image":"https://602b0a49a74b651d2ab0f827.redesign.static-01.com/l/images/17de242fb431fc2e3e716d2600297961ad1a8bf9.jpeg","headline":"Oi! Eu sou o Andrew, sou estudante de educomunicação da turma de 2019 e técnico em audiovisual. Durante todo meu processo como educomunicador, meu principal meio de expressão é o","main_content":"
Oi! Eu sou o Andrew, sou estudante de educomunicação da turma de 2019 e técnico em audiovisual. Durante todo meu processo como educomunicador, meu principal meio de expressão é o audiovisual, e por ele, abordo assuntos da minha existência.


Pensando na criação de Eleutheromania (um intenso e irrepreensível desejo por liberdade) uma inquietação resume o sentimento que tive durante todo o processo: “Quando perguntam se nós LGBTs somos gays, lésbicas, bi, trans etc… ninguém está interessado em nos ajudar, ou saber como estamos, só querem nos colocar em uma caixa”.
Com esse pensamento e revisitando diálogos com amigos eu resolvi começar o processo de criar o Eleutheromania, com um desafio: Uma semana para a realização para lançar no dia do orgulho LGBT+ em uma companhia de arte do Rio de Janeiro - Cia 2 Banquinhos - em um evento online.
A Cia 2 Banquinhos é uma companhia de artistas do Rio de Janeiro que atuam em várias frentes, fundados por dois palhaços que criam eventos, peças de teatro e etc.
Com essa inquietação permeando todo o processo, resolvi falar sobre o período infanto-juvenil, por ser um momento em que a sexualidade aflora e começamos a ser mais introspectivos com esses assuntos. Reuni algumas pessoas baseado em minha proximidade com elas e a partir daí encontrar diferenças e pontos em comum para costurar a narrativa do filme.
O processo prático foi simples: por meio de mensagens, conversaria com esses amigos, escolhidos por mim. como critério de escolha a afinidade que tinha com eles, e funcionaria como uma entrevista para documentário, orientei para que reservasse um tempo para responder de forma síncrona e sempre por meio de áudios. Eu abordei sempre o período escolar, como era a relação dessa pessoa com a escola, com as brincadeiras da época, sua relação familiar e com amigos e sua experiência com sua sexualidade nesse período.
E então, feita a entrevista, pedi para que me mandassem fotos do período infanto-juvenil para que essas compusessem a imagem do filme.


Durante a edição desses arquivos, resolvi que precisava de uma música, então em contato com dois musicoterapeutas (Thays Kristye e Fábio Sena) começamos a pensar esse elemento do filme. Eu mandei o primeiro corte e eles compuseram a música com as referências apresentadas e num processo de assistir-compor ao mesmo tempo. Após a finalização eu fui percebendo que o filme também funcionava como uma música, então muitas vezes eu parava, colocava o filme pra tocar e ia fazer outra coisa, ouvindo os discursos com o instrumental.
O filme foi veiculado em um evento para o mês do orgulho LGBT+ na companhia Cia 2 Banquinhos, em uma live no youtube. Um mês depois foi escolhido para passar em uma mostra não competitiva online o Cindie Festival.
Fiquei muito emocionado quando recebi o email do festival admitindo a mostra do filme, também participei da mesa do FZDZ da ECA, o Fazendo e Desfazendo gênero na ECA, que me convidou para exibir o filme junto a mais 2 produções audiovisuais e discutir sobre a pauta gênero e sexualidade.
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Com essa inquietação permeando todo o processo, resolvi falar sobre o período infanto-juvenil, por ser um momento em que a sexualidade aflora e começamos a ser mais introspectivos com esses assuntos. Reuni algumas pessoas baseado em minha proximidade com elas e a partir daí encontrar diferenças e pontos em comum para costurar a narrativa do filme.
O processo prático foi simples: por meio de mensagens, conversaria com esses amigos, escolhidos por mim. como critério de escolha a afinidade que tinha com eles, e funcionaria como uma entrevista para documentário, orientei para que reservasse um tempo para responder de forma síncrona e sempre por meio de áudios. Eu abordei sempre o período escolar, como era a relação dessa pessoa com a escola, com as brincadeiras da época, sua relação familiar e com amigos e sua experiência com sua sexualidade nesse período.
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Durante a edição desses arquivos, resolvi que precisava de uma música, então em contato com dois musicoterapeutas (Thays Kristye e Fábio Sena) começamos a pensar esse elemento do filme. Eu mandei o primeiro corte e eles compuseram a música com as referências apresentadas e num processo de assistir-compor ao mesmo tempo. Após a finalização eu fui percebendo que o filme também funcionava como uma música, então muitas vezes eu parava, colocava o filme pra tocar e ia fazer outra coisa, ouvindo os discursos com o instrumental.
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Fiquei muito emocionado quando recebi o email do festival admitindo a mostra do filme, também participei da mesa do FZDZ da ECA, o Fazendo e Desfazendo gênero na ECA, que me convidou para exibir o filme junto a mais 2 produções audiovisuais e discutir sobre a pauta gênero e sexualidade.
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Os desafios enfrentados em tempos de pandemia foram inúmeros para os diversos setores da sociedade. No âmbito educacional, por sua vez, o espírito inventivo dos educadores mostrou que estes profissionais superaram as adversidades, e, em prol do aprendizado, enfrentaram as novas demandas, adquirindo conhecimentos, preparando-se para lidar com os novos requisitos e dominar os recursos que passaram a fazer parte da prática pedagógica. Os professores, em sua maioria, se dispuseram a inovar as estratégias para garantir o ensino em um dos momentos mais emblemáticos no cenário educativo: o educar em tempos de pandemia, tendo a tecnologia como uma das possibilidades para ajudá-los a mediar este percurso.
Como educomunicadora, atuando na interface da Comunicação e Educação, compartilho uma das experiências educomunicativas vivenciadas no período em que todos tiveram de submeter ao isolamento social, para conter a disseminação de um vírus, que, logo de início, mostrou a sua potência: o Covid-19. Um período em que todas as escolas brasileiras (cerca de 180 mil unidades) foram fechadas, exigindo um processo formativo totalmente diferenciado aos aproximadamente 48 milhões de estudantes do nível básico.
Relata uma fase em que a tecnologia pôde evidenciar suas potencialidades, sobretudo, na Educação, ganhando um espaço que há muito tempo se buscava pelos entusiastas da área. Ilustra uma das possibilidades registradas na Educação Básica quando o ensino passou por uma transformação. Trata-se de uma experiência realizada nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a qual demonstra que, apesar das dificuldades de adaptação no início do ensino remoto emergencial, que começou em março de 2020, os desafios foram superados pelos educadores num processo de invenção e experimentação para promover a contínua interação entre docente e discentes.
Compartilho com os leitores um projeto de autoria desta pesquisadora e que foi desenvolvido nas aulas língua inglesa com as turmas do 1º ao 5º ano, em duas escolas públicas no interior de São Paulo: EM Celia Leonor Lopes Lunardini e EM Keisaburo Honda, ambas em Guararema. A proposta pedagógica fez uso do storytelling para enfocar o Covid-19. Intitulada “Coronavirus Around the World”, procurou esclarecer o problema, destacar as recomendações e enfatizar as formas de prevenção para que os educandos, da faixa etária de 6 a 11 anos, pudessem ajudar a combatê-lo. O vírus, sua disseminação pelo mundo, as formas de contágio, as precauções, os hábitos de higiene e as principais orientações guiaram as aulas. Em cada etapa, recursos foram utilizados, que, de forma interligada, permitiram a formação de uma narrativa transmídia, ressaltando a autoria, a participação, a colaboração e o trabalho em conjunto não só entre os alunos como também os familiares.
As tecnologias educacionais tiveram papel essencial em todo o projeto, cujas ações começaram na última semana de março, quando as aulas ainda eram presenciais, e continuaram por meio do ensino remoto, migrando para o modo virtual. Esta mudança exigiu a concepção de novas estratégias, e, desta vez, mediadas por plataformas acessíveis para a conclusão dos objetivos propostos.
A sequência didática aliou diferentes dispositivos comunicacionais – aplicativos, programas, softwares, plataformas, e, além de trabalhar a cultura digital e usufruir das potencialidades das tecnologias de informação e comunicação, colocou em ação conceitos educomunicativos, como a leitura crítica dos meios, a educação midiática, e, por sua vez, a produção autoral, o que ajudou a evidenciar o engajamento dos educandos e a concretização dos propósitos educativos.
Personagens que inspiraram a produção da história que norteou a narrativa transmídia:

Capa do e-book que registra a história contada, inicialmente, de forma oral (em sala), e, depois, remota (on-line). Publicação traz, na língua inglesa, orientações sobre o coronavírus:

O projeto “Coronavirus Around the World” envolveu cerca de 150 alunos, que, ao estender aos seus familiares e a comunidade, ganhou uma maior amplitude. Foi desenvolvido entre os meses de abril a junho de 2020 e desencadeado ao longo de várias etapas. Começou na última semana de março daquele ano, no modo presencial, e, com a suspensão das aulas e o início imediato do ensino remoto, teve continuidade de forma digital. Foi uma ação multidisciplinar, que envolveu vários temas transversais, como saúde, cultura, criticidade, produção autoral, produção midiática, letramento digital, vocabulário e expressões na língua inglesa, dentre outros a serem detalhados nos tópicos seguintes.
O projeto foi idealizado ao longo de várias fases e se apropriou de diversas plataformas comunicativas para a sua viabilização. No entanto, independentemente desses suportes tecnológicos, a participação dos alunos e o incentivo das famílias que contribuíram para o sucesso das atividades. A proposta teve como objetivo ampliar o reportório linguístico dos alunos, explorando as orientações no idioma estrangeiro; além de trabalhar os aspectos multiculturais, ao acompanhar o avanço da pandemia pelos diversos países, como as pessoas estavam lidando com a doença e as medidas adotadas conforme os aspectos culturais. Para então promover a conscientização, com a produção de materiais ilustrativos sobre as orientações, precauções e mensagens de acolhimento.
Produções audiovisuais, fotografias, ilustrações estiveram entre os trabalhos, que, tendo como propósito estimular a autoria, e foram além, com a expansão da criticidade sobre a temática e a responsabilidade de disseminar informações preciosas à nossa comunidade. Toda a dinâmica foi articulada ao longo de oito etapas, que, de forma integrada, promoveram a conscientização de todos os envolvidos, dos alunos aos familiares; dos gestores aos moradores do entorno escolar; da escola envolvida às demais unidades da rede de ensino.
Primeiramente, foram realizadas videoaulas com o vocabulário referente ao Covid-19. Em seguida, os alunos produziram atividades para explorar este vocabulário e fizeram um desenho com uma frase de apoio para combater o vírus. Com base no conteúdo introdutório, a professora produziu o e-book “Coronavirus Around the World”, que traz uma história sobre o vírus, sua viagem pelo mundo, as formas de prevenção e orientações importantes acerca do Covid-19. A publicação é dividida em duas partes: “The Invisible Enemy” e “Let’s Win This Fight”. Ela foi escrita com base no repertório das crianças, tendo como personagem principal o vírus causador de tantas transformações na rotina escolar. Logo após a leitura, os alunos responderam a um quiz sobre a publicação.
Em uma outra etapa, a temática foi ampliada com uma nova videoaula sobre o vocabulário e a produção de quatro jogos on-line, cada um referente às expressões estudadas, que enfatizaram os seguintes aspectos: sintomas, prevenção, orientação e recomendações. Para finalizar, os alunos foram incentivados a escolher uma das frases estudadas ao longo de todo este processo e produziram vídeos. Falando em inglês, os estudantes compartilharam suas performances ressaltando os protocolos de higiene. Foi promovido uma campanha de conscientização. Os vídeos foram compartilhados entre as salas de aula, para engajar as turmas e ressaltar estes hábitos que sempre conduzirão nossas condutas.
Para encerrar o projeto “Coronavirus Around the World”, as famílias de todas as turmas foram convidadas a participar do vídeo “It’s Gonna Be Ok”. Juntos, em seus lares, produziram cartazes com a mensagem em inglês, com o objetivo de compartilhar boas energias, além de esperança e positividade, acreditando, que, independentemente das dificuldades, esta fase vai passar e “tudo ficará bem”. As imagens, junto aos desenhos produzidos pelos alunos no início das ações, foram unificadas para a produção do vídeo, que a professora produziu como forma de agradecer o apoio que tem recebido das famílias ao longo deste período.
Alunos produzem mensagens ilustradas para compartilhar boas energias uns com os outros:



Jogos on-line, criados pela educadora, destacaram os sintomas e protocolos de higienização:


A parte principal, que é o conteúdo, seu debate, desdobramento, reflexão e percepção da realidade em discussão, e, principalmente, conscientização do cenário nacional e global, foi enaltecida e identificada nos alunos participantes. Ao final do processo, as crianças perceberam a necessidade de uma mudança atitudinal para a resolução de um problema. Notaram que, para transformar uma realidade, precisam começar as alterações, partindo delas. Não só os estudantes foram beneficiados pela proposta pedagógica como também os familiares, que se envolveram em todo o processo e, inclusive, o integraram participando, em conjunto com os filhos, de algumas etapas direcionadas especificamente a este trabalho cooperativo, conforme será descrito.
A cada desafio lançado, todos se engajavam para concluí-los, e, com a entrega das atividades, foi possível perceber a compreensão da proposta pedagógica, desde o conteúdo explorado e as tarefas aos quais foram condicionados às mensagens tanto com relação ao tema quanto a comportamentos atitudinais, comportamentais e socioemocionais. Também foi possível perceber que assimilaram as terminologias no idioma estrangeiro pertinentes ao assunto, por meio dos vídeos, que uniram oralidade e interpretação; e das produções escritas, repletas de frases em meio às ilustrações.
Além disso, eles compreenderam a gravidade e a complexidade do vírus, da sua amplitude no cenário global. Enalteceram, inclusive, a mensagem principal, semeada por todos os participantes (tanto os do Brasil quanto os estrangeiros): “Stay at Home”. No âmbito digital, os conhecimentos também podem ser enumerados, afinal, eles receberam orientações sobre os comandos dos games, a gravação dos vídeos, a produção dos cartazes, à autorização das imagens, porque o projeto envolvia uma campanha de conscientização com o propósito de divulgação tanto interna quanto externa à comunidade escolar.
As turmas produziram vídeos ilustrando e falando (em inglês) as medidas necessárias:

O projeto pedagógico, considerado um storytelling, envolveu diversos recursos, norteados por um fio condutor, que, em diferentes produções, enfocaram, de maneira integrada, um assunto em destaque: a pandemia do coronavirus. A integração das diferentes plataformas numa série de atividades propiciou uma narrativa transmídia, construindo um trabalho, segundo Jenkins (2009), pautado na colaboração e participação.
Os educandos, ao acompanhar as propostas da professora, como leitura do e-book, realização de quiz, jogos digitais, produção de cartazes, fotos e vídeos informativos e de uma campanha de mobilização – intermediados por recursos digitais e tradicionais -, foram os responsáveis pelas mensagens, articuladas por meio de diferentes linguagens, com um objetivo: o de promover a conscientização sobre os sintomas, protocolos de higienização, recomendações e orientações para ajudar no combate a um vírus invisível, que ainda gera incertezas e insegurança à população.
Várias áreas de intervenção podem ser identificadas no projeto, porém, destaco a mediação tecnológica e a gestão da comunicação como as principais. A proposta didática começou no ensino presencial, e, com a mudança para o sistema remoto, passou por uma readaptação. Foi uma maneira de introduzir o assunto para, então, partir para os demais trabalhos, envolvendo os recursos tecnológicos com uma intencionalidade educativa, e, acima de tudo, educomunicativo, a fim de se apropriar dos dispositivos para instigar a produção autoral.
Todo o trabalho precisou, ainda, ampliar os fluxos comunicativos entre o público envolvido, buscando as melhores plataformas para manter a sintonia e conexão entre todos, sendo o WhatsApp (mensagens e videoconferências), as aulas assíncronas (videoaulas gravadas) e síncronas (encontros pelo Google Meet) as possibilidades de uma contínua interação para o prosseguimento das orientações que ajudaram na realização de todos os trabalhos. Tais canais foram essenciais para consolidar uma gestão da comunicação, necessária para gerar os ecossistemas comunicativos pautados na integração, participação, dialogicidade e parceria entre os envolvidos numa proposta de cunho educativo.
Famílias produziram cartazes com a mensagem em língua inglesa, que significa “Tudo Vai Ficar Bem”, para serem compartilhados, a fim de promover uma mensagem de esperança:



Vídeo final de agradecimento à campanha \"It's Gonna Be Okay\":
Vídeo de apresentação do projeto \"Coronavirus Around The World\":
Suéller Costa
Jornalista, professora, educomunicadora e pesquisadora. Mestre em Ciências da Comunicação, na Área de Concentração “Interfaces Sociais da Comunicação”, na Linha de Pesquisa “Comunicação e Educação”, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). Bacharel em Jornalismo e licenciada em Letras (Português e Inglês) e Pedagogia. Especialista em Estudos da Linguagem pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em Educomunicação - Educação, Comunicação e Mídias pela ECA/USP, Tecnologias na Aprendizagem pelo Senac-SP. Idealizadora do projeto Educom Alto Tietê. Redes sociais: @educomaltotiete; Contato: educomaltotiete@gmail.com; sueller.costa@gmail.com
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Os desafios enfrentados em tempos de pandemia foram inúmeros para os diversos setores da sociedade. No âmbito educacional, por sua vez, o espírito inventivo dos educadores mostrou que estes profissionais superaram as adversidades, e, em prol do aprendizado, enfrentaram as novas demandas, adquirindo conhecimentos, preparando-se para lidar com os novos requisitos e dominar os recursos que passaram a fazer parte da prática pedagógica. Os professores, em sua maioria, se dispuseram a inovar as estratégias para garantir o ensino em um dos momentos mais emblemáticos no cenário educativo: o educar em tempos de pandemia, tendo a tecnologia como uma das possibilidades para ajudá-los a mediar este percurso.
Como educomunicadora, atuando na interface da Comunicação e Educação, compartilho uma das experiências educomunicativas vivenciadas no período em que todos tiveram de submeter ao isolamento social, para conter a disseminação de um vírus, que, logo de início, mostrou a sua potência: o Covid-19. Um período em que todas as escolas brasileiras (cerca de 180 mil unidades) foram fechadas, exigindo um processo formativo totalmente diferenciado aos aproximadamente 48 milhões de estudantes do nível básico.
Relata uma fase em que a tecnologia pôde evidenciar suas potencialidades, sobretudo, na Educação, ganhando um espaço que há muito tempo se buscava pelos entusiastas da área. Ilustra uma das possibilidades registradas na Educação Básica quando o ensino passou por uma transformação. Trata-se de uma experiência realizada nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a qual demonstra que, apesar das dificuldades de adaptação no início do ensino remoto emergencial, que começou em março de 2020, os desafios foram superados pelos educadores num processo de invenção e experimentação para promover a contínua interação entre docente e discentes.
Compartilho com os leitores um projeto de autoria desta pesquisadora e que foi desenvolvido nas aulas língua inglesa com as turmas do 1º ao 5º ano, em duas escolas públicas no interior de São Paulo: EM Celia Leonor Lopes Lunardini e EM Keisaburo Honda, ambas em Guararema. A proposta pedagógica fez uso do storytelling para enfocar o Covid-19. Intitulada “Coronavirus Around the World”, procurou esclarecer o problema, destacar as recomendações e enfatizar as formas de prevenção para que os educandos, da faixa etária de 6 a 11 anos, pudessem ajudar a combatê-lo. O vírus, sua disseminação pelo mundo, as formas de contágio, as precauções, os hábitos de higiene e as principais orientações guiaram as aulas. Em cada etapa, recursos foram utilizados, que, de forma interligada, permitiram a formação de uma narrativa transmídia, ressaltando a autoria, a participação, a colaboração e o trabalho em conjunto não só entre os alunos como também os familiares.
As tecnologias educacionais tiveram papel essencial em todo o projeto, cujas ações começaram na última semana de março, quando as aulas ainda eram presenciais, e continuaram por meio do ensino remoto, migrando para o modo virtual. Esta mudança exigiu a concepção de novas estratégias, e, desta vez, mediadas por plataformas acessíveis para a conclusão dos objetivos propostos.
A sequência didática aliou diferentes dispositivos comunicacionais – aplicativos, programas, softwares, plataformas, e, além de trabalhar a cultura digital e usufruir das potencialidades das tecnologias de informação e comunicação, colocou em ação conceitos educomunicativos, como a leitura crítica dos meios, a educação midiática, e, por sua vez, a produção autoral, o que ajudou a evidenciar o engajamento dos educandos e a concretização dos propósitos educativos.
Personagens que inspiraram a produção da história que norteou a narrativa transmídia:

Capa do e-book que registra a história contada, inicialmente, de forma oral (em sala), e, depois, remota (on-line). Publicação traz, na língua inglesa, orientações sobre o coronavírus:

O projeto “Coronavirus Around the World” envolveu cerca de 150 alunos, que, ao estender aos seus familiares e a comunidade, ganhou uma maior amplitude. Foi desenvolvido entre os meses de abril a junho de 2020 e desencadeado ao longo de várias etapas. Começou na última semana de março daquele ano, no modo presencial, e, com a suspensão das aulas e o início imediato do ensino remoto, teve continuidade de forma digital. Foi uma ação multidisciplinar, que envolveu vários temas transversais, como saúde, cultura, criticidade, produção autoral, produção midiática, letramento digital, vocabulário e expressões na língua inglesa, dentre outros a serem detalhados nos tópicos seguintes.
O projeto foi idealizado ao longo de várias fases e se apropriou de diversas plataformas comunicativas para a sua viabilização. No entanto, independentemente desses suportes tecnológicos, a participação dos alunos e o incentivo das famílias que contribuíram para o sucesso das atividades. A proposta teve como objetivo ampliar o reportório linguístico dos alunos, explorando as orientações no idioma estrangeiro; além de trabalhar os aspectos multiculturais, ao acompanhar o avanço da pandemia pelos diversos países, como as pessoas estavam lidando com a doença e as medidas adotadas conforme os aspectos culturais. Para então promover a conscientização, com a produção de materiais ilustrativos sobre as orientações, precauções e mensagens de acolhimento.
Produções audiovisuais, fotografias, ilustrações estiveram entre os trabalhos, que, tendo como propósito estimular a autoria, e foram além, com a expansão da criticidade sobre a temática e a responsabilidade de disseminar informações preciosas à nossa comunidade. Toda a dinâmica foi articulada ao longo de oito etapas, que, de forma integrada, promoveram a conscientização de todos os envolvidos, dos alunos aos familiares; dos gestores aos moradores do entorno escolar; da escola envolvida às demais unidades da rede de ensino.
Primeiramente, foram realizadas videoaulas com o vocabulário referente ao Covid-19. Em seguida, os alunos produziram atividades para explorar este vocabulário e fizeram um desenho com uma frase de apoio para combater o vírus. Com base no conteúdo introdutório, a professora produziu o e-book “Coronavirus Around the World”, que traz uma história sobre o vírus, sua viagem pelo mundo, as formas de prevenção e orientações importantes acerca do Covid-19. A publicação é dividida em duas partes: “The Invisible Enemy” e “Let’s Win This Fight”. Ela foi escrita com base no repertório das crianças, tendo como personagem principal o vírus causador de tantas transformações na rotina escolar. Logo após a leitura, os alunos responderam a um quiz sobre a publicação.
Em uma outra etapa, a temática foi ampliada com uma nova videoaula sobre o vocabulário e a produção de quatro jogos on-line, cada um referente às expressões estudadas, que enfatizaram os seguintes aspectos: sintomas, prevenção, orientação e recomendações. Para finalizar, os alunos foram incentivados a escolher uma das frases estudadas ao longo de todo este processo e produziram vídeos. Falando em inglês, os estudantes compartilharam suas performances ressaltando os protocolos de higiene. Foi promovido uma campanha de conscientização. Os vídeos foram compartilhados entre as salas de aula, para engajar as turmas e ressaltar estes hábitos que sempre conduzirão nossas condutas.
Para encerrar o projeto “Coronavirus Around the World”, as famílias de todas as turmas foram convidadas a participar do vídeo “It’s Gonna Be Ok”. Juntos, em seus lares, produziram cartazes com a mensagem em inglês, com o objetivo de compartilhar boas energias, além de esperança e positividade, acreditando, que, independentemente das dificuldades, esta fase vai passar e “tudo ficará bem”. As imagens, junto aos desenhos produzidos pelos alunos no início das ações, foram unificadas para a produção do vídeo, que a professora produziu como forma de agradecer o apoio que tem recebido das famílias ao longo deste período.
Alunos produzem mensagens ilustradas para compartilhar boas energias uns com os outros:



Jogos on-line, criados pela educadora, destacaram os sintomas e protocolos de higienização:


A parte principal, que é o conteúdo, seu debate, desdobramento, reflexão e percepção da realidade em discussão, e, principalmente, conscientização do cenário nacional e global, foi enaltecida e identificada nos alunos participantes. Ao final do processo, as crianças perceberam a necessidade de uma mudança atitudinal para a resolução de um problema. Notaram que, para transformar uma realidade, precisam começar as alterações, partindo delas. Não só os estudantes foram beneficiados pela proposta pedagógica como também os familiares, que se envolveram em todo o processo e, inclusive, o integraram participando, em conjunto com os filhos, de algumas etapas direcionadas especificamente a este trabalho cooperativo, conforme será descrito.
A cada desafio lançado, todos se engajavam para concluí-los, e, com a entrega das atividades, foi possível perceber a compreensão da proposta pedagógica, desde o conteúdo explorado e as tarefas aos quais foram condicionados às mensagens tanto com relação ao tema quanto a comportamentos atitudinais, comportamentais e socioemocionais. Também foi possível perceber que assimilaram as terminologias no idioma estrangeiro pertinentes ao assunto, por meio dos vídeos, que uniram oralidade e interpretação; e das produções escritas, repletas de frases em meio às ilustrações.
Além disso, eles compreenderam a gravidade e a complexidade do vírus, da sua amplitude no cenário global. Enalteceram, inclusive, a mensagem principal, semeada por todos os participantes (tanto os do Brasil quanto os estrangeiros): “Stay at Home”. No âmbito digital, os conhecimentos também podem ser enumerados, afinal, eles receberam orientações sobre os comandos dos games, a gravação dos vídeos, a produção dos cartazes, à autorização das imagens, porque o projeto envolvia uma campanha de conscientização com o propósito de divulgação tanto interna quanto externa à comunidade escolar.
As turmas produziram vídeos ilustrando e falando (em inglês) as medidas necessárias:

O projeto pedagógico, considerado um storytelling, envolveu diversos recursos, norteados por um fio condutor, que, em diferentes produções, enfocaram, de maneira integrada, um assunto em destaque: a pandemia do coronavirus. A integração das diferentes plataformas numa série de atividades propiciou uma narrativa transmídia, construindo um trabalho, segundo Jenkins (2009), pautado na colaboração e participação.
Os educandos, ao acompanhar as propostas da professora, como leitura do e-book, realização de quiz, jogos digitais, produção de cartazes, fotos e vídeos informativos e de uma campanha de mobilização – intermediados por recursos digitais e tradicionais -, foram os responsáveis pelas mensagens, articuladas por meio de diferentes linguagens, com um objetivo: o de promover a conscientização sobre os sintomas, protocolos de higienização, recomendações e orientações para ajudar no combate a um vírus invisível, que ainda gera incertezas e insegurança à população.
Várias áreas de intervenção podem ser identificadas no projeto, porém, destaco a mediação tecnológica e a gestão da comunicação como as principais. A proposta didática começou no ensino presencial, e, com a mudança para o sistema remoto, passou por uma readaptação. Foi uma maneira de introduzir o assunto para, então, partir para os demais trabalhos, envolvendo os recursos tecnológicos com uma intencionalidade educativa, e, acima de tudo, educomunicativo, a fim de se apropriar dos dispositivos para instigar a produção autoral.
Todo o trabalho precisou, ainda, ampliar os fluxos comunicativos entre o público envolvido, buscando as melhores plataformas para manter a sintonia e conexão entre todos, sendo o WhatsApp (mensagens e videoconferências), as aulas assíncronas (videoaulas gravadas) e síncronas (encontros pelo Google Meet) as possibilidades de uma contínua interação para o prosseguimento das orientações que ajudaram na realização de todos os trabalhos. Tais canais foram essenciais para consolidar uma gestão da comunicação, necessária para gerar os ecossistemas comunicativos pautados na integração, participação, dialogicidade e parceria entre os envolvidos numa proposta de cunho educativo.
Famílias produziram cartazes com a mensagem em língua inglesa, que significa “Tudo Vai Ficar Bem”, para serem compartilhados, a fim de promover uma mensagem de esperança:



Vídeo final de agradecimento à campanha \"It's Gonna Be Okay\":
Vídeo de apresentação do projeto \"Coronavirus Around The World\":
Suéller Costa
Jornalista, professora, educomunicadora e pesquisadora. Mestre em Ciências da Comunicação, na Área de Concentração “Interfaces Sociais da Comunicação”, na Linha de Pesquisa “Comunicação e Educação”, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). Bacharel em Jornalismo e licenciada em Letras (Português e Inglês) e Pedagogia. Especialista em Estudos da Linguagem pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em Educomunicação - Educação, Comunicação e Mídias pela ECA/USP, Tecnologias na Aprendizagem pelo Senac-SP. Idealizadora do projeto Educom Alto Tietê. Redes sociais: @educomaltotiete; Contato: educomaltotiete@gmail.com; sueller.costa@gmail.com
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Por Carlos Lima, Gláucia Silva Bierwagen
No início de 2020, embora já tivéssemos notícias e relatos da seriedade e perigos da pandemia do Covid 19 na China e na Europa, as redes de ensino brasileiras de forma inesperada em março, tiveram que fechar escolas, faculdades e universidades como forma de combater aglomerações, uma das principais formas de contágio do coronavírus. Dessa forma, foram propostas estratégias emergenciais para promover a comunicação, aulas e atividades pedagógicas, chamado de ensino remoto, com os mais de 47 milhões de estudantes em todas as etapas da educação básica brasileira – creche, educação infantil, ensino fundamental ciclos I e II, ensino médio e mais de 6 milhões de alunos no ensino superior (INEP, 2019; TODOS PELA EDUCAÇÃO, 2020).
Dentre as estratégias usadas tivemos: a produção de materiais impressos enviados aos estudantes, produções de programas de aulas síncronas e assíncronas, lives transmitidas por televisões educativas e internet, uso de ambientes virtuais de aprendizagem como Google Classroom, Moodle, dentre outros; uso de recursos de comunicação síncronas como Google Meet, Zoom, Youtube para realização de aulas à distância e até mesmo a utilização de aplicativos como o Whatsapp para comunicação com famílias e estudantes.
Um grande desafio apontado por uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) é que os estudantes, já em situações desigualitárias de acesso a educação, não possuem/possuíam condições necessárias (equipamentos necessários para transmissão de dados, acesso a internet ou a TV digital) para acompanhar as atividades de ensino remoto durante o período de isolamento social.
Neste cenário, os docentes tiveram que se adaptar rapidamente às práticas pedagógicas em modalidade de ensino remoto, com atividades híbridas, ou seja, uma educação na qual docentes/estudantes estão interligados em espaços e tempos diferentes, no processo de ensino e aprendizagem. Para isso, as redes públicas e privadas de ensino fizeram intenso trabalho de formação docente. Certamente, muitos sistemas de ensino tiveram mais dificuldades que outras.
A rede municipal de ensino de São Paulo mobilizou-se para realizar ações de formações continuadas docentes a fim de promover estratégias didáticas aos discentes. Contudo, vale ressaltar que tal rede possui uma longa trajetória da constituição de âmbitos pautados nos princípios educomunicativos de participação, democracia e emancipação de educadores e estudantes nos processos educativos. Desde 2001, a Lei Educom possibilita que as esferas administrativas possam aplicar tais princípios nas relações institucionais e formações docentes.
A política pública de Educomunicação na cidade de São Paulo é constituída pelo tripé: desenvolvimento de projeto, integração curricular e formação continuada de profissionais da educação. São os 3 elementos que garantem o pleno desenvolvimento das práticas que contribui para Educação Midiática com as crianças, adolescentes e adultos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
A formação educomunicativa na rede municipal de ensino de São Paulo tem início com a implantação do projeto Educom.Radio, em 2001, com a criação da Lei Educom. Essa lei foi fortalecida por meio do Programa nas Ondas do Rádio, Imprensa Jovem, Mais Educação (SÃO PAULO, 2004, 2009, 2014, 2016). Com essas legislações foi possível sistematizar a formação educomunicativa dos educadores, possibilitar a criação de de projetos educomunicativos e agência de notícias Imprensa Jovem nas escolas , incentivando o uso na produção de conteúdos midiáticos pelos estudantes (LIMA, 2020, 2020 et. al, 2021) (Marcos da política educomunicativa). Caso queira saber mais sobre o histórico da educomunicação no município de São Paulo, veja este artigo.
Com a bagagem a partir experiência no desenvolvimento de projetos de Educomunicação, em especial o Imprensa Jovem, que já despontava no uso de recursos digitais, a transição das formações presenciais para online em formato EAD e a intenção de contribuir para formação docente com foco no aprimoramento do Ensino Híbrido, iniciou-se um processo de adaptação de 15 cursos e a criação de encontros formativos de curta duração intituladas Aulões de Educomunicação.
O propósito dos cursos é formar educadores para o desenvolvimento de projetos educomunicativos nas escolas, ampliando seus conhecimentos sobre as linguagens da comunicação e aprofundando a reflexão sobre o papel da mídia na sociedade contemporânea, de maneira que teoria e prática sejam permanentemente alinhadas.
Durante a pandemia da COVID as formações educomunicativas foram desenvolvidas visando contribuir para educação remota emergencial e o ensino híbrido. Estas eram as urgências na formação dos profissionais da educação na Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo. Os cursos de Educomunicação foram realizados em EAD, com o objetivo de atender os protocolos de segurança da COVID instituídos na cidade de São Paulo. Os cursos têm duração média de 20 horas com 8 horas de atividades síncronas e 12 assíncronas. Para viabilizar os cursos foram utilizadas as plataformas Google Classroom e Google Meet. Foram oferecidos os cursos de produção audiovisual, linguagens e educação midiática, cinema negro, história em quadrinhos, leitura crítica da mídia, dentre outros. (Saiba Mais).
A criação de uma rede social de comunicação na comunidade escolar, tal como é entendida a Agência Imprensa Jovem de Notícias possibilita o acesso, a expressão comunicativa e o intercâmbio de conhecimento, favorecendo a gestão da comunicação, contribuindo, pela educomunicação, por meio da Alfabetização Midiática e Informacional (AMI), para que professores e estudantes possam atuar como agentes de transformação e mobilização de suas famílias e comunidades neste contexto de Pandemia Mundial.
Para tal, no ano de 2020, foi realizado o curso Imprensa Jovem online – Estudante mediador dos ODS, desenvolvido pela equipe do Núcleo de Educomunicação da SME-SP, bem como de consultores da UNESCO no Brasil e especialistas convidados da rede e de organizações parceiras convidadas, visando formar 200 estudantes e professores a fim de os tornar aptos a produzir e divulgar conteúdo jornalístico pedagógico e informativo juntamente à comunidade escolar e vinculá-los nos meios de comunicação já incorporados na escola, tais como Blog, Redes Sociais, Canais de Vídeo, Jornais Escolares e Rádio Escolar (Saiba mais).
Os aulões de Educomunicação são espaços-tempo online (oficinas, discussões, etc.) abertos a todos e todas após inscrição desejarem idealizados por educadores e estudantes para oferecer estratégias e atividades de ensino e aprendizagem durante o período da pandemia da Covid 19. Desde o ano de 2020 até maio de 2021 mais de 15 mil pessoas se inscreveram nos aulões. No mês de abril 2719 pessoas responderam as avaliações dos aulões.
As temáticas foram variadas, como, por exemplo: gamificação, história em quadrinhos, cinema brasileiro, negro e africano, fake news, dentre outros, conforme podemos observar na figura a seguir.
Figura 1: Aulões com temas diversificados
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Entre as abordagens de softwares e técnicas foram observados as seguintes: edição de vídeo, slam, videoaula, stop motion, Google Classroom, roteiros de cinema, radioaula, podcast, produção audiovisual, Audacity, produção de filmes com celular, vídeos performáticos, animaker, criação de minicontos, criação de HQ, dentre outros, como podemos visualizar na figura a seguir.
Figura 2: Número de professores participantes do aulões de softwares e processos (técnicas)
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Entre esses participantes 86,7% (2358) consideraram os eventos ótimos, 12,3% (335) bom e 1% (26) regular conforme Figura 3.
Figura 3: Qual sua opnião sobre o Aulão?
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Em um nível de 1 a 10, os participantes identificaram que os aulões poderiam contribuir para o desenvolvimento de suas aulas, conforme o gráfico a seguir.
Figura 4: Contribuição dos aulões para as práticas pedagógicas, em um nível de 1 a 10.
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Notamos que 93,8% dos participantes atribuíram altos valores, de 8 a 10 para a aplicação das temáticas nas salas de aula. Muitos educadores e educadoras parabenizaram os encontros, contudo alguns consideraram o tempo muito curto. No aulão de Cinema Africano, um docente expressou que a “temática era muito pertinente, e apresentou novas possibilidades para o nosso fazer em sala de aula”. Outro docente comentou que gostou de entender a Desinfodemia durante o aulão dessa temática pois, “as diversas formas de inverdades lançadas na internet favoreceram a disseminação de informações confiáveis sobre o coronavírus”.
Já outra professora destacou que o aulão do Documentário fotográfico a auxiliou na ampliação das possibilidades pedagógicas do uso e da produção de imagens, com a valorização do registo documental”. Um educador considerou relevante para sua prática a metodologia dialógica do curso de Leitura de Imagem. No aulão de Edição de Vídeos, uma participante destacou que apresentou “apontamentos importantes sobre aspectos que são pouco ou nunca percebidos no momento de planejamento das aulas com filmes ou vídeos”.
Uma participante ressaltou a importância da formação docente nestas temáticas dizendo: “Acredito que quanto mais temas como esses tivermos na rede, mais amplo será o desenvolvimento e crescimento cultural dos profissionais da educação. Conhecer outros mecanismos e manifestações culturais nos traz um oceano de possibilidades para que possamos transmitir e transformar conhecimento.” Para determinado professor o aulão de Produção de Filme foi uma descoberta de possibilidades, “na mistura de técnica e poesia”.
Com essas experiências educomunicativas podemos identificar que algumas redes de ensino tiveram mais condições de oferecer suporte formativo para os docentes durante a suspensão das aulas. Entendemos que não foi um processo fácil para os envolvidos, pois demandou lidar com inúmeras incertezas, além daqueles que já apresentavam gargalos nos sistemas de ensino (infraestrutura, carreira profissional, etc.)
A rede municipal de São Paulo com a constituição de política pública educomunicativa durante um processo de pelo menos 20 anos, teve no período de 2020, a possibilidade de elaborar ações formativas como os aulões, adaptação de cursos online para educadores e o curso de mediadores dos ODS para estudantes e professores.
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Dentre as estratégias usadas tivemos: a produção de materiais impressos enviados aos estudantes, produções de programas de aulas síncronas e assíncronas, lives transmitidas por televisões educativas e internet, uso de ambientes virtuais de aprendizagem como Google Classroom, Moodle, dentre outros; uso de recursos de comunicação síncronas como Google Meet, Zoom, Youtube para realização de aulas à distância e até mesmo a utilização de aplicativos como o Whatsapp para comunicação com famílias e estudantes.
Um grande desafio apontado por uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) é que os estudantes, já em situações desigualitárias de acesso a educação, não possuem/possuíam condições necessárias (equipamentos necessários para transmissão de dados, acesso a internet ou a TV digital) para acompanhar as atividades de ensino remoto durante o período de isolamento social.
Neste cenário, os docentes tiveram que se adaptar rapidamente às práticas pedagógicas em modalidade de ensino remoto, com atividades híbridas, ou seja, uma educação na qual docentes/estudantes estão interligados em espaços e tempos diferentes, no processo de ensino e aprendizagem. Para isso, as redes públicas e privadas de ensino fizeram intenso trabalho de formação docente. Certamente, muitos sistemas de ensino tiveram mais dificuldades que outras.
A rede municipal de ensino de São Paulo mobilizou-se para realizar ações de formações continuadas docentes a fim de promover estratégias didáticas aos discentes. Contudo, vale ressaltar que tal rede possui uma longa trajetória da constituição de âmbitos pautados nos princípios educomunicativos de participação, democracia e emancipação de educadores e estudantes nos processos educativos. Desde 2001, a Lei Educom possibilita que as esferas administrativas possam aplicar tais princípios nas relações institucionais e formações docentes.
A política pública de Educomunicação na cidade de São Paulo é constituída pelo tripé: desenvolvimento de projeto, integração curricular e formação continuada de profissionais da educação. São os 3 elementos que garantem o pleno desenvolvimento das práticas que contribui para Educação Midiática com as crianças, adolescentes e adultos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
A formação educomunicativa na rede municipal de ensino de São Paulo tem início com a implantação do projeto Educom.Radio, em 2001, com a criação da Lei Educom. Essa lei foi fortalecida por meio do Programa nas Ondas do Rádio, Imprensa Jovem, Mais Educação (SÃO PAULO, 2004, 2009, 2014, 2016). Com essas legislações foi possível sistematizar a formação educomunicativa dos educadores, possibilitar a criação de de projetos educomunicativos e agência de notícias Imprensa Jovem nas escolas , incentivando o uso na produção de conteúdos midiáticos pelos estudantes (LIMA, 2020, 2020 et. al, 2021) (Marcos da política educomunicativa). Caso queira saber mais sobre o histórico da educomunicação no município de São Paulo, veja este artigo.
Com a bagagem a partir experiência no desenvolvimento de projetos de Educomunicação, em especial o Imprensa Jovem, que já despontava no uso de recursos digitais, a transição das formações presenciais para online em formato EAD e a intenção de contribuir para formação docente com foco no aprimoramento do Ensino Híbrido, iniciou-se um processo de adaptação de 15 cursos e a criação de encontros formativos de curta duração intituladas Aulões de Educomunicação.
O propósito dos cursos é formar educadores para o desenvolvimento de projetos educomunicativos nas escolas, ampliando seus conhecimentos sobre as linguagens da comunicação e aprofundando a reflexão sobre o papel da mídia na sociedade contemporânea, de maneira que teoria e prática sejam permanentemente alinhadas.
Durante a pandemia da COVID as formações educomunicativas foram desenvolvidas visando contribuir para educação remota emergencial e o ensino híbrido. Estas eram as urgências na formação dos profissionais da educação na Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo. Os cursos de Educomunicação foram realizados em EAD, com o objetivo de atender os protocolos de segurança da COVID instituídos na cidade de São Paulo. Os cursos têm duração média de 20 horas com 8 horas de atividades síncronas e 12 assíncronas. Para viabilizar os cursos foram utilizadas as plataformas Google Classroom e Google Meet. Foram oferecidos os cursos de produção audiovisual, linguagens e educação midiática, cinema negro, história em quadrinhos, leitura crítica da mídia, dentre outros. (Saiba Mais).
A criação de uma rede social de comunicação na comunidade escolar, tal como é entendida a Agência Imprensa Jovem de Notícias possibilita o acesso, a expressão comunicativa e o intercâmbio de conhecimento, favorecendo a gestão da comunicação, contribuindo, pela educomunicação, por meio da Alfabetização Midiática e Informacional (AMI), para que professores e estudantes possam atuar como agentes de transformação e mobilização de suas famílias e comunidades neste contexto de Pandemia Mundial.
Para tal, no ano de 2020, foi realizado o curso Imprensa Jovem online – Estudante mediador dos ODS, desenvolvido pela equipe do Núcleo de Educomunicação da SME-SP, bem como de consultores da UNESCO no Brasil e especialistas convidados da rede e de organizações parceiras convidadas, visando formar 200 estudantes e professores a fim de os tornar aptos a produzir e divulgar conteúdo jornalístico pedagógico e informativo juntamente à comunidade escolar e vinculá-los nos meios de comunicação já incorporados na escola, tais como Blog, Redes Sociais, Canais de Vídeo, Jornais Escolares e Rádio Escolar (Saiba mais).
Os aulões de Educomunicação são espaços-tempo online (oficinas, discussões, etc.) abertos a todos e todas após inscrição desejarem idealizados por educadores e estudantes para oferecer estratégias e atividades de ensino e aprendizagem durante o período da pandemia da Covid 19. Desde o ano de 2020 até maio de 2021 mais de 15 mil pessoas se inscreveram nos aulões. No mês de abril 2719 pessoas responderam as avaliações dos aulões.
As temáticas foram variadas, como, por exemplo: gamificação, história em quadrinhos, cinema brasileiro, negro e africano, fake news, dentre outros, conforme podemos observar na figura a seguir.
Figura 1: Aulões com temas diversificados
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Entre as abordagens de softwares e técnicas foram observados as seguintes: edição de vídeo, slam, videoaula, stop motion, Google Classroom, roteiros de cinema, radioaula, podcast, produção audiovisual, Audacity, produção de filmes com celular, vídeos performáticos, animaker, criação de minicontos, criação de HQ, dentre outros, como podemos visualizar na figura a seguir.
Figura 2: Número de professores participantes do aulões de softwares e processos (técnicas)
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Entre esses participantes 86,7% (2358) consideraram os eventos ótimos, 12,3% (335) bom e 1% (26) regular conforme Figura 3.
Figura 3: Qual sua opnião sobre o Aulão?
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Em um nível de 1 a 10, os participantes identificaram que os aulões poderiam contribuir para o desenvolvimento de suas aulas, conforme o gráfico a seguir.
Figura 4: Contribuição dos aulões para as práticas pedagógicas, em um nível de 1 a 10.
Fonte: Lima, Bierwagen (2021).
Notamos que 93,8% dos participantes atribuíram altos valores, de 8 a 10 para a aplicação das temáticas nas salas de aula. Muitos educadores e educadoras parabenizaram os encontros, contudo alguns consideraram o tempo muito curto. No aulão de Cinema Africano, um docente expressou que a “temática era muito pertinente, e apresentou novas possibilidades para o nosso fazer em sala de aula”. Outro docente comentou que gostou de entender a Desinfodemia durante o aulão dessa temática pois, “as diversas formas de inverdades lançadas na internet favoreceram a disseminação de informações confiáveis sobre o coronavírus”.
Já outra professora destacou que o aulão do Documentário fotográfico a auxiliou na ampliação das possibilidades pedagógicas do uso e da produção de imagens, com a valorização do registo documental”. Um educador considerou relevante para sua prática a metodologia dialógica do curso de Leitura de Imagem. No aulão de Edição de Vídeos, uma participante destacou que apresentou “apontamentos importantes sobre aspectos que são pouco ou nunca percebidos no momento de planejamento das aulas com filmes ou vídeos”.
Uma participante ressaltou a importância da formação docente nestas temáticas dizendo: “Acredito que quanto mais temas como esses tivermos na rede, mais amplo será o desenvolvimento e crescimento cultural dos profissionais da educação. Conhecer outros mecanismos e manifestações culturais nos traz um oceano de possibilidades para que possamos transmitir e transformar conhecimento.” Para determinado professor o aulão de Produção de Filme foi uma descoberta de possibilidades, “na mistura de técnica e poesia”.
Com essas experiências educomunicativas podemos identificar que algumas redes de ensino tiveram mais condições de oferecer suporte formativo para os docentes durante a suspensão das aulas. Entendemos que não foi um processo fácil para os envolvidos, pois demandou lidar com inúmeras incertezas, além daqueles que já apresentavam gargalos nos sistemas de ensino (infraestrutura, carreira profissional, etc.)
A rede municipal de São Paulo com a constituição de política pública educomunicativa durante um processo de pelo menos 20 anos, teve no período de 2020, a possibilidade de elaborar ações formativas como os aulões, adaptação de cursos online para educadores e o curso de mediadores dos ODS para estudantes e professores.
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