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O ano de 2020 foi difícil para toda a população mundial, mas especialmente para professoras e professores. Estes profissionais foram colocados na missão de garantir o direito à educação para milhões de crianças e adolescentes brasileiros sob novas condições.
A necessidade do isolamento físico para conter o avanço da pandemia, obrigou as escolas a adotarem o ensino remoto emergencial. Professores, alunos e famílias tiveram que se acostumar com a nova dinâmica, incorporando tecnologias e descobrindo possibilidades e, principalmente, limitações no processo.
As professoras e professores foram vistos pela maior parte das pessoas como super heroínas e super heróis. Porém, estes rótulos, apesar de valorizarem o trabalho docente, colocam os profissionais como sobrehumanos, como se não houvessem dificuldades.
O contexto apresentado foi o ponto de partida para o documentário curta metragem “Com as capas no varal”, desenvolvido por estudantes do curso de Licenciatura em Educomunicação da ECA-USP.
O grupo foi formado por Ana Rayol, Evelyn Soares, Ligia Souto e Henrique Uyeda do Amaral (eu mesmo!) para a disciplina de “Estratégias de Produção Audiovisual em Projetos Educomunicativos”, ministrada pelo prof. dr. Marciel Consani. O objetivo do curso era conhecer e aplicar técnicas de produção de vídeos, resultando em diversos curtas produzidos pela turma.
O documentário começa com o texto narrado pela Lígia Souto:
“Nos momentos de adversidade, o medo nos toma por completo, tudo o que desejamos é uma salvação. Chamamos de heróis e heroínas aqueles que nos ajudam a superar a situação. Nos empolgamos com a gratidão, enxergamos superpoderes, exaltamos seu trabalho e esforço nos textões e memes das redes sociais. Repetimos tantas frases de agradecimento que esquecemos de ouvir. Perdemos a chance de descobrir com sinceridade como foi ser colocado nesta missão…”
Em seguida, são intercalados trechos de entrevistas com dois professores (Everton e Tarcio) e duas professoras (Andressa e Carolina) sobre como foi realizar o ensino remoto ao longo de 2020. As falas se conectam formando uma narrativa sobre o período, mostrando as dificuldades encontradas.
A produção foi planejada e realizada totalmente à distância, respeitando o isolamento social como prevenção à saúde, e também utilizando como linguagem audiovisual as mesmas ferramentas utilizadas pelos professores em suas aulas online: computador, celular e videochamada.
O resultado foi um relato sensível e emocionante de como foi ser professora e professor em meio ao caos que a pandemia trouxe. Vale a pena conferir!
Assista completo abaixo ou no Youtube:
Título: Com as capas no varal
Direção: Ana Rayol, Evelyn Soares, Henrique Uyeda do Amaral e Lígia Souto
Entrevistadas/os: Andressa Caprecci, Carolina Tiago, Everton dos Santos e Tarcio Vancim de Azevedo
Narração: Lígia Souto
Roteiro e montagem: Henrique Uyeda do Amaral
Produção das entrevistas: Evelyn Soares e Lígia Souto
Decupagem: Evelyn Soares e Lígia Souto
Edição de vídeo: Ana Rayol e Henrique Uyeda do Amaral
Edição de áudio: Ana Rayol
Orientação acadêmica: Marciel Consani
O ano de 2020 foi difícil para toda a população mundial, mas especialmente para professoras e professores. Estes profissionais foram colocados na missão de garantir o direito à educação para milhões de crianças e adolescentes brasileiros sob novas condições.
A necessidade do isolamento físico para conter o avanço da pandemia, obrigou as escolas a adotarem o ensino remoto emergencial. Professores, alunos e famílias tiveram que se acostumar com a nova dinâmica, incorporando tecnologias e descobrindo possibilidades e, principalmente, limitações no processo.
As professoras e professores foram vistos pela maior parte das pessoas como super heroínas e super heróis. Porém, estes rótulos, apesar de valorizarem o trabalho docente, colocam os profissionais como sobrehumanos, como se não houvessem dificuldades.
O contexto apresentado foi o ponto de partida para o documentário curta metragem “Com as capas no varal”, desenvolvido por estudantes do curso de Licenciatura em Educomunicação da ECA-USP.
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O documentário começa com o texto narrado pela Lígia Souto:
“Nos momentos de adversidade, o medo nos toma por completo, tudo o que desejamos é uma salvação. Chamamos de heróis e heroínas aqueles que nos ajudam a superar a situação. Nos empolgamos com a gratidão, enxergamos superpoderes, exaltamos seu trabalho e esforço nos textões e memes das redes sociais. Repetimos tantas frases de agradecimento que esquecemos de ouvir. Perdemos a chance de descobrir com sinceridade como foi ser colocado nesta missão…”
Em seguida, são intercalados trechos de entrevistas com dois professores (Everton e Tarcio) e duas professoras (Andressa e Carolina) sobre como foi realizar o ensino remoto ao longo de 2020. As falas se conectam formando uma narrativa sobre o período, mostrando as dificuldades encontradas.
A produção foi planejada e realizada totalmente à distância, respeitando o isolamento social como prevenção à saúde, e também utilizando como linguagem audiovisual as mesmas ferramentas utilizadas pelos professores em suas aulas online: computador, celular e videochamada.
O resultado foi um relato sensível e emocionante de como foi ser professora e professor em meio ao caos que a pandemia trouxe. Vale a pena conferir!
Assista completo abaixo ou no Youtube:
Título: Com as capas no varal
Direção: Ana Rayol, Evelyn Soares, Henrique Uyeda do Amaral e Lígia Souto
Entrevistadas/os: Andressa Caprecci, Carolina Tiago, Everton dos Santos e Tarcio Vancim de Azevedo
Narração: Lígia Souto
Roteiro e montagem: Henrique Uyeda do Amaral
Produção das entrevistas: Evelyn Soares e Lígia Souto
Decupagem: Evelyn Soares e Lígia Souto
Edição de vídeo: Ana Rayol e Henrique Uyeda do Amaral
Edição de áudio: Ana Rayol
Orientação acadêmica: Marciel Consani
Entre os profissionais da Educação, há um consenso de que o processo educativo deve ir além de conteúdo conceituais e armazenamento de informações por parte dos alunos. Por mais que o modelo tradicional (chamado de bancário por Paulo Freire) ainda seja predominante em algumas escolas, é inegável que existem outros aprendizados importantes além da teoria.
Autores e pensadores, no final do século passado, ampliaram a discussão sobre os múltiplos tipos de inteligência. Seguindo esta linha, o livro “Inteligência Emocional” de Daniel Goleman foi pioneiro no estudo dos efeitos das emoções na aprendizagem. Trata da capacidade de trabalhar as emoções de maneira individual e coletiva, afetando também a inteligência cognitiva.
O conceito de inteligência emocional fundamenta o desenvolvimento das chamadas habilidades socioemocionais, cada vez ganhando mais espaço e importância dentro dos processos pedagógicos. Neste texto, vou apresentar a educação socioemocional e indicar caminhos para a sua aplicação.
O objetivo da educação socioemocional é desenvolver nos alunos a capacidade de lidar com as suas emoções, que sejam capazes de criar relações sociais positivas e tenham responsabilidade na resolução de problemas. A empatia, a criatividade e o pensamento crítico são algumas das habilidades trabalhadas, para permitir aos estudantes entenderem a si próprios e às outras pessoas.
No ambiente escolar, o desenvolvimento dessas habilidades deve ter a mesma importância do ensino dos conteúdos curriculares. Os benefícios são fortalecer a confiança, resiliência, organização e foco dos educandos, auxiliando na permanência escolar e na construção das relações interpessoais.
Os professores e gestores escolares também precisam aprender a lidar com suas emoções, reflexão nem sempre comum entre os adultos. A busca por materiais e formação sobre este tema cresceu bastante na última década. Esta mudança também pôde ser vista no texto da BNCC, criada em 2018.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi criada em 2018 pelo MEC e implantada em 2020 nas escolas, como diretriz para os currículos das redes de ensino públicas e privadas. O documento estabelece como fundamentos pedagógicos o desenvolvimento de competências e a educação integral.
Assim, há a necessidade de trabalhar as competências com caráter socioemocional em sala de aula, como podemos encontrar claramente em três das 10 competências gerais da BNCC, são elas:
Já a educação integral propõe uma educação voltada para o acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno do estudante na sua singularidade como indivíduo, promovendo no ambiente escolar o respeito às diferenças e diversidades, aliando o aspecto emocional e o cognitivo.
O cenário nacional da educação exige a atenção das escolas e educadores para as competências socioemocionais e a implantação da BNCC é o grande incentivo para que as mudanças necessárias sejam abraçadas.
No artigo “O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica”, a psicóloga Anita Abed fala sobre cinco grandes domínios em relação às habilidades socioemocionais, chamados “Big 5”.
Conhecer estes domínios das habilidades socioemocionais, permite aos professores refletirem sobre as suas práticas em sala de aula e servir de base teórica para planejar as atividades pedagógicas voltadas para o seu desenvolvimento.
É essencial o apoio das escolas e a dedicação do corpo docente para a formação nestes novos conceitos e nas formas de aplicá-los de maneira efetiva nas práticas educacionais. Assim, será possível atender às diretrizes da BNCC e, principalmente, formar indivíduos mais preparados para conviver em sociedade de maneira saudável e responsável.
Este texto foi publicado originalmente no blog da Layers Education
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Autores e pensadores, no final do século passado, ampliaram a discussão sobre os múltiplos tipos de inteligência. Seguindo esta linha, o livro “Inteligência Emocional” de Daniel Goleman foi pioneiro no estudo dos efeitos das emoções na aprendizagem. Trata da capacidade de trabalhar as emoções de maneira individual e coletiva, afetando também a inteligência cognitiva.
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O objetivo da educação socioemocional é desenvolver nos alunos a capacidade de lidar com as suas emoções, que sejam capazes de criar relações sociais positivas e tenham responsabilidade na resolução de problemas. A empatia, a criatividade e o pensamento crítico são algumas das habilidades trabalhadas, para permitir aos estudantes entenderem a si próprios e às outras pessoas.
No ambiente escolar, o desenvolvimento dessas habilidades deve ter a mesma importância do ensino dos conteúdos curriculares. Os benefícios são fortalecer a confiança, resiliência, organização e foco dos educandos, auxiliando na permanência escolar e na construção das relações interpessoais.
Os professores e gestores escolares também precisam aprender a lidar com suas emoções, reflexão nem sempre comum entre os adultos. A busca por materiais e formação sobre este tema cresceu bastante na última década. Esta mudança também pôde ser vista no texto da BNCC, criada em 2018.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi criada em 2018 pelo MEC e implantada em 2020 nas escolas, como diretriz para os currículos das redes de ensino públicas e privadas. O documento estabelece como fundamentos pedagógicos o desenvolvimento de competências e a educação integral.
Assim, há a necessidade de trabalhar as competências com caráter socioemocional em sala de aula, como podemos encontrar claramente em três das 10 competências gerais da BNCC, são elas:
Já a educação integral propõe uma educação voltada para o acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno do estudante na sua singularidade como indivíduo, promovendo no ambiente escolar o respeito às diferenças e diversidades, aliando o aspecto emocional e o cognitivo.
O cenário nacional da educação exige a atenção das escolas e educadores para as competências socioemocionais e a implantação da BNCC é o grande incentivo para que as mudanças necessárias sejam abraçadas.
No artigo “O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica”, a psicóloga Anita Abed fala sobre cinco grandes domínios em relação às habilidades socioemocionais, chamados “Big 5”.
Conhecer estes domínios das habilidades socioemocionais, permite aos professores refletirem sobre as suas práticas em sala de aula e servir de base teórica para planejar as atividades pedagógicas voltadas para o seu desenvolvimento.
É essencial o apoio das escolas e a dedicação do corpo docente para a formação nestes novos conceitos e nas formas de aplicá-los de maneira efetiva nas práticas educacionais. Assim, será possível atender às diretrizes da BNCC e, principalmente, formar indivíduos mais preparados para conviver em sociedade de maneira saudável e responsável.
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É comum ouvir relatos de alunos que esquecem o conteúdo imediatamente após a semana de provas, nós educadores provavelmente vivenciamos isso na época de estudantes e vestibulares. Fica claro, nestes casos, a ausência de significado destes conceitos para vida do sujeito.
Quando olho para a minha formação acadêmica, consigo identificar conteúdos, professores e encontros que de fato foram significativos. Porém, como educomunicador, é um desafio planejar práticas educativas que se tornem experiências significativas para os meus alunos e alunas.
Neste texto, faço uma reflexão (talvez uma divagação) sobre o que torna significativa uma prática pedagógica, no sentido de preparar o indivíduo com conhecimentos teóricos e práticos para a vida. Penso que experiências formativas são significativas quando efetivamente promovem a aprendizagem, visto que esse é objetivo principal das práticas educacionais.
Assim, o foco da análise será nas experiências formativas significativas na área da Educação. Para este texto, selecionei alguns autores da Pedagogia para contribuírem nesta discussão, como Guimarães (1982), Meirieu (1998) e Lahire (2004), além de Paulo Freire (2018) que sempre é uma referência bem vinda.
Na leitura do texto de Guimarães (1982) “A disciplina no processo de ensino-aprendizagem”, encontramos que uma prática que promove o aprendizado é aquela que promove a compreensão de determinada matéria (por exemplo, as áreas de conhecimento na Educação) em sua totalidade, não de forma fragmentária. Isso só é possível se houver a assimilação pela consciência da organização lógica desta determinada matéria.
Assim, descartamos como uma experiência formativa significativa aquelas que objetivam a memorização de informações, sem trabalhar a organização lógica do pensamento e das relações. Na minha experiência como aluno encontro diversos exemplos em que a abordagem dos professores se resumiu a passar informações e cobrar definições conceituais na prova, para as quais a preparação pessoal se baseava mais na memória do que em raciocínio.
De acordo com Guimarães (1982), esta compreensão só é possível quando o aluno experimenta o obstáculo que implica em dificuldades para o entendimento. Em uma experiência formativa significativa, o professor planeja e determina este processo, selecionando os obstáculos com os quais os alunos irão se deparar.
No texto de Meirieu (1998), de maneira semelhante, o autor enfatiza a necessidade do conflito para que o aluno possa aprofundar um determinado conceito, gerando um “desequilíbrio” que necessita uma reelaboração da representação conceitual. O obstáculo causa uma ruptura que leva a uma estabilização do conhecimento em um nível superior, mais aprofundado.
Vemos que outra questão relevante para uma experiência formativa significativa é ser desafiadora para o aluno, necessita de dedicação e superação de obstáculos. Em outras palavras, interpreto que é indispensável que o processo educativo tenha o aluno como sujeito, com participação ativa em seu aprendizado. A questão inerente é como atingir este grau de participação sem a sensação única de “obrigação”, trazendo interesse pela aprendizagem.
Meirieu (1998) aponta que os processos mentais do ser humano apenas consolidam o significado de conceitos quando a identificação e a utilização dos mesmos ocorrem de maneira simultânea e ativa. O autor propõe que as experiências formativas sejam planejadas para que os alunos construam os conceitos por meio da interação entre informações e um projeto com significado pessoal para o sujeito.
Dessa forma, o aprendizado faz sentido a partir da sua aplicação na realidade do aluno e torna-se uma motivação encontrar respostas para as situações propostas pelo professor. A mediação entre sujeito e mundo seria o artifício didático para desenvolver nos alunos a capacidade de aprendizagem “espontânea”, com maior apropriação do processo de aprendizagem por parte do aluno.
Coloco a autonomia como o principal objetivo da Educação. Deixo claro que falo de uma autonomia com interpretação crítica do mundo, de seu contexto histórico-cultural, com a valorização do desenvolvimento da curiosidade e da criatividade, de uma maneira humanizada e solidária. Uma visão freireana da autonomia. A experiência formativa significativa deve, não apenas apresentar esta autonomia ideal, mas ter na sua prática (atuação docente) estes valores, reproduzindo de maneira genuína e intencional.
No livro de Lahire (2004) “Sucesso escolar nos meios populares”, o autor fala no capítulo 2 sobre a autonomia do aluno como um fator determinante de “sucesso” ou “fracasso” escolar. Porém, ele critica o significado de autonomia para a comunidade escolar como sinônimo de autodisciplina, de saber seguir instruções sozinho, de obediência. Porém, esta autonomia, diferente da proposta por Paulo Freire (2018) em “Pedagogia da Autonomia”, está relacionada a uma visão de aluno como objeto do processo educativo, atuando de maneira passiva para “receber “ os conhecimentos e instruções do professor de maneira obediente.
Voltando ao texto de Guimarães (1982) que coloca o processo de aprendizagem com um disciplinar-se e afirma que o objetivo da disciplina é compreender as exigências da matéria, de modo a aproximar o sujeito da liberdade. Com o conhecimento específico sobre as matérias (escolares ou não) podemos atuar de maneira mais efetiva para a sua transformação. O próprio conceito de disciplina para o autor se distancia do significado comumente aplicado como sinônimo de obediência ou submissão. Aproximando-o do conceito de liberdade.
Para concluir esta reflexão, vejo as experiências formativas significativas (no contexto da Educação) aquelas que objetivam a autonomia como liberdade crítica sobre o mundo. Entendo ser necessário um processo educativo que realize a mediação entre o aluno e o mundo, bem como entre a teoria (informações) e a prática (projetos e ações), que vá além da memorização fragmentada de conceitos e propicie o entendimento do pensamento, do aprender, relacionados à compreensão da organização lógica dentro das áreas de conhecimento.
O aluno deve ser sujeito com participação ativa no processo sendo desafiado e desafiando-se a aprender. Cabe a nós, educadores, planejar nossas atividades pedagógicas com ênfase neste processo de conscientização, de desenvolvimento do pensamento e de valorização do estudante como sujeito.
GUIMARÃES, Carlos Eduardo. A disciplina no processo ensino-aprendizagem. Didática, São Paulo, 1982.
LAHIRE, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares. As razões do improvável. 1ª edição, 2ª impressão. São Paulo: Editora Ática, 2004
MEIRIEU, Philippe Aprender …. sim, mas como?. Porto Alegre: Artmed, 1998, cap. 2 – “O que é aprender?”.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 57a ed. São Paulo: Paz e Terra, 2018.
Este texto foi publicado originalmente no blog da Layers Education
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É comum ouvir relatos de alunos que esquecem o conteúdo imediatamente após a semana de provas, nós educadores provavelmente vivenciamos isso na época de estudantes e vestibulares. Fica claro, nestes casos, a ausência de significado destes conceitos para vida do sujeito.
Quando olho para a minha formação acadêmica, consigo identificar conteúdos, professores e encontros que de fato foram significativos. Porém, como educomunicador, é um desafio planejar práticas educativas que se tornem experiências significativas para os meus alunos e alunas.
Neste texto, faço uma reflexão (talvez uma divagação) sobre o que torna significativa uma prática pedagógica, no sentido de preparar o indivíduo com conhecimentos teóricos e práticos para a vida. Penso que experiências formativas são significativas quando efetivamente promovem a aprendizagem, visto que esse é objetivo principal das práticas educacionais.
Assim, o foco da análise será nas experiências formativas significativas na área da Educação. Para este texto, selecionei alguns autores da Pedagogia para contribuírem nesta discussão, como Guimarães (1982), Meirieu (1998) e Lahire (2004), além de Paulo Freire (2018) que sempre é uma referência bem vinda.
Na leitura do texto de Guimarães (1982) “A disciplina no processo de ensino-aprendizagem”, encontramos que uma prática que promove o aprendizado é aquela que promove a compreensão de determinada matéria (por exemplo, as áreas de conhecimento na Educação) em sua totalidade, não de forma fragmentária. Isso só é possível se houver a assimilação pela consciência da organização lógica desta determinada matéria.
Assim, descartamos como uma experiência formativa significativa aquelas que objetivam a memorização de informações, sem trabalhar a organização lógica do pensamento e das relações. Na minha experiência como aluno encontro diversos exemplos em que a abordagem dos professores se resumiu a passar informações e cobrar definições conceituais na prova, para as quais a preparação pessoal se baseava mais na memória do que em raciocínio.
De acordo com Guimarães (1982), esta compreensão só é possível quando o aluno experimenta o obstáculo que implica em dificuldades para o entendimento. Em uma experiência formativa significativa, o professor planeja e determina este processo, selecionando os obstáculos com os quais os alunos irão se deparar.
No texto de Meirieu (1998), de maneira semelhante, o autor enfatiza a necessidade do conflito para que o aluno possa aprofundar um determinado conceito, gerando um “desequilíbrio” que necessita uma reelaboração da representação conceitual. O obstáculo causa uma ruptura que leva a uma estabilização do conhecimento em um nível superior, mais aprofundado.
Vemos que outra questão relevante para uma experiência formativa significativa é ser desafiadora para o aluno, necessita de dedicação e superação de obstáculos. Em outras palavras, interpreto que é indispensável que o processo educativo tenha o aluno como sujeito, com participação ativa em seu aprendizado. A questão inerente é como atingir este grau de participação sem a sensação única de “obrigação”, trazendo interesse pela aprendizagem.
Meirieu (1998) aponta que os processos mentais do ser humano apenas consolidam o significado de conceitos quando a identificação e a utilização dos mesmos ocorrem de maneira simultânea e ativa. O autor propõe que as experiências formativas sejam planejadas para que os alunos construam os conceitos por meio da interação entre informações e um projeto com significado pessoal para o sujeito.
Dessa forma, o aprendizado faz sentido a partir da sua aplicação na realidade do aluno e torna-se uma motivação encontrar respostas para as situações propostas pelo professor. A mediação entre sujeito e mundo seria o artifício didático para desenvolver nos alunos a capacidade de aprendizagem “espontânea”, com maior apropriação do processo de aprendizagem por parte do aluno.
Coloco a autonomia como o principal objetivo da Educação. Deixo claro que falo de uma autonomia com interpretação crítica do mundo, de seu contexto histórico-cultural, com a valorização do desenvolvimento da curiosidade e da criatividade, de uma maneira humanizada e solidária. Uma visão freireana da autonomia. A experiência formativa significativa deve, não apenas apresentar esta autonomia ideal, mas ter na sua prática (atuação docente) estes valores, reproduzindo de maneira genuína e intencional.
No livro de Lahire (2004) “Sucesso escolar nos meios populares”, o autor fala no capítulo 2 sobre a autonomia do aluno como um fator determinante de “sucesso” ou “fracasso” escolar. Porém, ele critica o significado de autonomia para a comunidade escolar como sinônimo de autodisciplina, de saber seguir instruções sozinho, de obediência. Porém, esta autonomia, diferente da proposta por Paulo Freire (2018) em “Pedagogia da Autonomia”, está relacionada a uma visão de aluno como objeto do processo educativo, atuando de maneira passiva para “receber “ os conhecimentos e instruções do professor de maneira obediente.
Voltando ao texto de Guimarães (1982) que coloca o processo de aprendizagem com um disciplinar-se e afirma que o objetivo da disciplina é compreender as exigências da matéria, de modo a aproximar o sujeito da liberdade. Com o conhecimento específico sobre as matérias (escolares ou não) podemos atuar de maneira mais efetiva para a sua transformação. O próprio conceito de disciplina para o autor se distancia do significado comumente aplicado como sinônimo de obediência ou submissão. Aproximando-o do conceito de liberdade.
Para concluir esta reflexão, vejo as experiências formativas significativas (no contexto da Educação) aquelas que objetivam a autonomia como liberdade crítica sobre o mundo. Entendo ser necessário um processo educativo que realize a mediação entre o aluno e o mundo, bem como entre a teoria (informações) e a prática (projetos e ações), que vá além da memorização fragmentada de conceitos e propicie o entendimento do pensamento, do aprender, relacionados à compreensão da organização lógica dentro das áreas de conhecimento.
O aluno deve ser sujeito com participação ativa no processo sendo desafiado e desafiando-se a aprender. Cabe a nós, educadores, planejar nossas atividades pedagógicas com ênfase neste processo de conscientização, de desenvolvimento do pensamento e de valorização do estudante como sujeito.
GUIMARÃES, Carlos Eduardo. A disciplina no processo ensino-aprendizagem. Didática, São Paulo, 1982.
LAHIRE, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares. As razões do improvável. 1ª edição, 2ª impressão. São Paulo: Editora Ática, 2004
MEIRIEU, Philippe Aprender …. sim, mas como?. Porto Alegre: Artmed, 1998, cap. 2 – “O que é aprender?”.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 57a ed. São Paulo: Paz e Terra, 2018.
Este texto foi publicado originalmente no blog da Layers Education
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