{"status":200,"response":{"result":"RELATED_ARTICLES_RETRIEVED","data":[{"id":"65f202895d343b475a17fb06","updated":"2024-03-14T12:12:01.595Z","created":"2024-03-13T19:46:17.598Z","statuses":{"approval_status":"approved","publish_status":"published","visibility_status":"public","has_pending_changes":false,"is_pinned":false,"is_paywall_disabled":false,"scheduled_date":null,"rejection_reason":null,"created_on":"2024-03-13T19:46:17.578Z","updated_on":null},"metadata":{"location":"home","location_slug":"blog","content_type":"post","publish_date":"2024-03-13T19:46:17.608Z","likes_count":7,"comments_count":0,"bookmarks_count":0,"shares_count":0,"score":"2024-03-14T02:46:17.608Z","sharing_title":null,"sharing_description":null,"sharing_image":null,"tag_ids":["65f202895d343b475a17fb05","65f202895d343b475a17fb04","605e32aa32e1ab6069a3295a","605e32aa32e1ab6069a32959","612ec37704d1e548627c4c49"],"author_user_id":"602c0ac8c95562223a93b904","moderator_user_id":null,"original_author_user_id":"602c0ac8c95562223a93b904","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827","course_id":null,"course_module_id":null,"group_id":null,"version":2,"created_on":"2024-03-13T19:46:17.578Z","updated_on":null,"tags":[{"id":"605e32aa32e1ab6069a3295a","title":"educacao midiatica","slug":"educacao-midiatica","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"605e32aa32e1ab6069a32959","title":"educomunicacao","slug":"educomunicacao","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"612ec37704d1e548627c4c49","title":"pensamento complexo","slug":"pensamento-complexo","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"65f202895d343b475a17fb04","updated":"2024-03-13T19:46:17.582Z","created":"2024-03-13T19:46:17.582Z","title":"edgar morin","slug":"edgar-morin","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"65f202895d343b475a17fb05","updated":"2024-03-13T19:46:17.582Z","created":"2024-03-13T19:46:17.582Z","title":"complexidade","slug":"complexidade","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"}]},"content":{"title":"A Educomunicação e o pensamento complexo de Edgar Morin","slug":"a-educomunicacao-e-o-pensamento-complexo-de-edgar-morin","cover_image":"https://602b0a49a74b651d2ab0f827.redesign.static-01.com/l/images/5790e3c99699571f21506bc3c9873213f7cf669c.png","cover_image_alt_text":"Foto do pensador Edgar Morin gesticulando. A imagem está com um filtro rosa.","headline":"\n\nNão é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da","preview_content":"
Não é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da complexidade.
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Não é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da complexidade. Isso significa que o pensamento, a visão de mundo, os valores e as formas de organização social vêm sofrendo grandes alterações.
Desde o século XVII, o pensamento ocidental é condicionado pela lógica cartesiana, baseada em relações de causa e efeito determinadas, predominante até os dias atuais. Este paradigma se sustenta basicamente sobre três pilares: Razão, Ordem e Separabilidade. No entanto, existem teorias contrárias a estes pilares, iniciando uma nova forma de pensamento, caracterizado pela visão e aceitação da complexidade.
Edgar Morin, filósofo da corrente do pensamento complexo, aponta para a necessidade da ciência articular os diversos conhecimentos específicos para resolver os problemas do mundo de maneira mais abrangente, que são complexos e se forem analisados por conhecimentos fragmentados levarão a conclusões incompletas.
Na Educação, estas mudanças ocorrem de maneira mais lenta, porém é necessário repensar alguns dos conceitos estruturais que sustentam o atual sistema educacional. A ideia desse texto é introduzir o conceito de complexidade de Morin e discutir sobre o seu impacto na forma como fazemos a Educação, indicando qual pode ser o papel da Educomunicação.
O conceito de complexidade é definido por Morin (2008, p. 20) como “um tecido de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo” e “o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal.” O autor apresenta a complexidade com características da confusão, da desordem, da ambiguidade e da incerteza:
“À primeira vista é um fenômeno quantitativo, a extrema quantidade de interações e de interferências entre um número muito grande de unidades. (...) Porém, a complexidade não compreende apenas quantidades de unidades e interações que desafiam as nossas possibilidades de cálculo; compreende também incertezas, indeterminações, fenômenos aleatórios. (...) A complexidade está portanto ligada a uma certa mistura de ordem e de desordem.” (MORIN, 2008, p.51).
No paradigma vigente da simplicidade, de acordo com Morin, o conhecimento tem a função de selecionar os elementos de ordem e de certeza, eliminando a desordem e a incerteza, retirando a ambiguidade e estabelecendo distinção. Morin (2008) diz que as operações de separação e redução das áreas do conhecimento, apesar de necessárias ao entendimento, correm o risco de torná-lo cego. O filósofo ressalta a necessidade de aceitar certa imprecisão nos fenômenos e também nos conceitos.
“(...) uma das grandes conquistas preliminares no estudo do cérebro humano é compreender que uma das suas superioridades sobre o computador é poder trabalhar com o insuficiente e o vago.” (MORIN, 2008, p. 53).
O pensamento complexo, diferentemente do cartesiano, aceita a desordem, o incerto e a ambiguidade, sendo possível elaborar instrumentos conceituais para isso. Nesta forma de pensar, a explicação de um fenômeno não pode ser reduzida a um princípio de ordem pura, nem de desordem pura, adotando um caráter misto. Já o caráter de fragmentação do conhecimento deve ser eliminado, criando a consciência de que sempre haverá incertezas, pois o pensamento complexo não é completo:
“Num sentido, o pensamento complexo tenta dar conta daquilo que os tipos de pensamento mutilante se desfaz, excluindo o que eu chamo de simplificadores e por isso ele luta, não contra a incompletude, mas contra a mutilação. Por exemplo, se tentarmos pensar no fato de que somos seres ao mesmo tempo físicos, biológicos, sociais, culturais, psíquicos e espirituais, é evidente que a complexidade é aquilo que tenta conceber a articulação, a identidade e a diferença de todos esses aspectos, enquanto o pensamento simplificante separa esses diferentes aspectos, ou unifica-os por uma redução mutilante. Portanto, nesse sentido, é evidente que a ambição da complexidade é prestar contas das articulações despedaçadas pelos cortes entre disciplinas, entre categorias cognitivas e entre tipos de conhecimento.” (MORIN 2007, p. 176-177).
Em entrevista para a GloboNews, exibida em 23/02/2015, ao ser perguntado o que pode ser feito em relação ao ensino para preparar as futuras gerações, Morin propõe a introdução de temas que ainda não são discutidos nos ambientes educacionais, como \"aceitação do erro\", “o que é o conhecimento”, “compreensão humana”, “enfrentar as incertezas”.
Percebemos que há a necessidade de enfatizar o caráter humano e social do processo educativo, para além da aprendizagem de conhecimentos científicos especializados. A mudança da forma de pensar passa necessariamente por discutir em sala de aula elementos do próprio paradigma da complexidade.
Morin também fala da força da internet e de outras ferramentas da comunicação, tanto para o lado positivo quanto para o negativo, e ressalta a liberdade que a rede oferece para seus usuários.
O filósofo afirma que “a informação não é conhecimento, o conhecimento é a organização das informações”, de modo a reforçar a importância do pensamento complexo para as pessoas interpretarem melhor as informações nas quais estão imersas e transformá-las em conhecimento.
\n
Entendo que o paradigma da complexidade conversa diretamente com as bases da Educomunicação, cuja atuação ocorre na interface entre duas áreas “fragmentadas” nos estudos tradicionais: a Educação e a Comunicação. Também destaco a valorização de outras formas de saberes e conhecimentos, como um aspecto em comum.
Por isso, vejo as pessoas educomunicadoras assumindo um papel central na educação para o pensamento complexo. Primeiro, pela ênfase nos aspectos humanos e sociais no processo educativo, incentivando a reflexão sobre a realidade e o questionamento sobre as formas de pensar hegemônicas.
Depois, pela necessidade de educar para o uso das mídias, ampliando a capacidade de utilizar as informações digitais de maneira ética e responsável para a construção do conhecimento pessoal e coletivo.
Não é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da complexidade.
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Não é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da complexidade. Isso significa que o pensamento, a visão de mundo, os valores e as formas de organização social vêm sofrendo grandes alterações.
Desde o século XVII, o pensamento ocidental é condicionado pela lógica cartesiana, baseada em relações de causa e efeito determinadas, predominante até os dias atuais. Este paradigma se sustenta basicamente sobre três pilares: Razão, Ordem e Separabilidade. No entanto, existem teorias contrárias a estes pilares, iniciando uma nova forma de pensamento, caracterizado pela visão e aceitação da complexidade.
Edgar Morin, filósofo da corrente do pensamento complexo, aponta para a necessidade da ciência articular os diversos conhecimentos específicos para resolver os problemas do mundo de maneira mais abrangente, que são complexos e se forem analisados por conhecimentos fragmentados levarão a conclusões incompletas.
Na Educação, estas mudanças ocorrem de maneira mais lenta, porém é necessário repensar alguns dos conceitos estruturais que sustentam o atual sistema educacional. A ideia desse texto é introduzir o conceito de complexidade de Morin e discutir sobre o seu impacto na forma como fazemos a Educação, indicando qual pode ser o papel da Educomunicação.
O conceito de complexidade é definido por Morin (2008, p. 20) como “um tecido de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo” e “o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal.” O autor apresenta a complexidade com características da confusão, da desordem, da ambiguidade e da incerteza:
“À primeira vista é um fenômeno quantitativo, a extrema quantidade de interações e de interferências entre um número muito grande de unidades. (...) Porém, a complexidade não compreende apenas quantidades de unidades e interações que desafiam as nossas possibilidades de cálculo; compreende também incertezas, indeterminações, fenômenos aleatórios. (...) A complexidade está portanto ligada a uma certa mistura de ordem e de desordem.” (MORIN, 2008, p.51).
No paradigma vigente da simplicidade, de acordo com Morin, o conhecimento tem a função de selecionar os elementos de ordem e de certeza, eliminando a desordem e a incerteza, retirando a ambiguidade e estabelecendo distinção. Morin (2008) diz que as operações de separação e redução das áreas do conhecimento, apesar de necessárias ao entendimento, correm o risco de torná-lo cego. O filósofo ressalta a necessidade de aceitar certa imprecisão nos fenômenos e também nos conceitos.
“(...) uma das grandes conquistas preliminares no estudo do cérebro humano é compreender que uma das suas superioridades sobre o computador é poder trabalhar com o insuficiente e o vago.” (MORIN, 2008, p. 53).
O pensamento complexo, diferentemente do cartesiano, aceita a desordem, o incerto e a ambiguidade, sendo possível elaborar instrumentos conceituais para isso. Nesta forma de pensar, a explicação de um fenômeno não pode ser reduzida a um princípio de ordem pura, nem de desordem pura, adotando um caráter misto. Já o caráter de fragmentação do conhecimento deve ser eliminado, criando a consciência de que sempre haverá incertezas, pois o pensamento complexo não é completo:
“Num sentido, o pensamento complexo tenta dar conta daquilo que os tipos de pensamento mutilante se desfaz, excluindo o que eu chamo de simplificadores e por isso ele luta, não contra a incompletude, mas contra a mutilação. Por exemplo, se tentarmos pensar no fato de que somos seres ao mesmo tempo físicos, biológicos, sociais, culturais, psíquicos e espirituais, é evidente que a complexidade é aquilo que tenta conceber a articulação, a identidade e a diferença de todos esses aspectos, enquanto o pensamento simplificante separa esses diferentes aspectos, ou unifica-os por uma redução mutilante. Portanto, nesse sentido, é evidente que a ambição da complexidade é prestar contas das articulações despedaçadas pelos cortes entre disciplinas, entre categorias cognitivas e entre tipos de conhecimento.” (MORIN 2007, p. 176-177).
Em entrevista para a GloboNews, exibida em 23/02/2015, ao ser perguntado o que pode ser feito em relação ao ensino para preparar as futuras gerações, Morin propõe a introdução de temas que ainda não são discutidos nos ambientes educacionais, como \"aceitação do erro\", “o que é o conhecimento”, “compreensão humana”, “enfrentar as incertezas”.
Percebemos que há a necessidade de enfatizar o caráter humano e social do processo educativo, para além da aprendizagem de conhecimentos científicos especializados. A mudança da forma de pensar passa necessariamente por discutir em sala de aula elementos do próprio paradigma da complexidade.
Morin também fala da força da internet e de outras ferramentas da comunicação, tanto para o lado positivo quanto para o negativo, e ressalta a liberdade que a rede oferece para seus usuários.
O filósofo afirma que “a informação não é conhecimento, o conhecimento é a organização das informações”, de modo a reforçar a importância do pensamento complexo para as pessoas interpretarem melhor as informações nas quais estão imersas e transformá-las em conhecimento.
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Entendo que o paradigma da complexidade conversa diretamente com as bases da Educomunicação, cuja atuação ocorre na interface entre duas áreas “fragmentadas” nos estudos tradicionais: a Educação e a Comunicação. Também destaco a valorização de outras formas de saberes e conhecimentos, como um aspecto em comum.
Por isso, vejo as pessoas educomunicadoras assumindo um papel central na educação para o pensamento complexo. Primeiro, pela ênfase nos aspectos humanos e sociais no processo educativo, incentivando a reflexão sobre a realidade e o questionamento sobre as formas de pensar hegemônicas.
Depois, pela necessidade de educar para o uso das mídias, ampliando a capacidade de utilizar as informações digitais de maneira ética e responsável para a construção do conhecimento pessoal e coletivo.
Ontem, dia 25/03, tive um bate papo muito proveitoso com o Adriano Leonel (também da base educom) e a prof.ª Edilane Teles (coordenadora do grupo Polifonia e docente da UNEB). Tivemos
","main_content":"Ontem, dia 25/03, tive um bate papo muito proveitoso com o Adriano Leonel (também da base educom) e a prof.ª Edilane Teles (coordenadora do grupo Polifonia e docente da UNEB). Tivemos a oportunidade de apresentar a base educom e o prazer de conhecer o trabalho do grupo de pesquisa Polifonia.
Dentre os assuntos percorridos, em uma troca muito genuína, discutimos a confusão entre os termos Educomunicação e Educação Midiática. A sensação de incômodo ao vermos o entendimento de que são sinônimos e a dificuldade em explicar a diferença para profissionais de outras áreas (mesmo da Educação) também são comuns entre educomunicadores e educomunicadoras do meu círculo mais próximo.
Decidi escrever sobre este tema, como forma de organizar e compartilhar as minhas reflexões, fruto deste e de outros momentos de troca com pessoas que fazem educomunicação por aí. O objetivo é mostrar como faço esta relação e, depois, participar da discussão nos comentários.
A Educomunicação é um campo de atuação que abrange a interface entre educação e comunicação. Estamos acostumados a ouvir que educom é um paradigma, pois se propõe a seguir uma nova forma de pensar e de agir, baseada em valores da libertação, do diálogo e da colaboração, em oposição ao pensamento hegemônico da ordem, das certezas e da competitividade.
Algumas das características inerentes a qualquer prática educomunicativa são o diálogo entre agentes da educação, o protagonismo e a autonomia de estudantes, a relação horizontal entre educadores e educandos, a colaboração e a participação dos indivíduos, a educação com foco no social e o desenvolvimento do pensamento crítico.
Entendo que uma ação educomunicativa precisa necessariamente partir de uma lógica antihegemônica e decolonizante (o Adriano gosta sempre de lembrar, o conceito de educom é essencialmente latinoamericano). Aí se efetiva a mudança de paradigma.
A contribuição da comunicação não pode se resumir às tecnologias e ferramentas utilizadas, precisa ir além, estabelecer o diálogo. Mudar a dinâmica e os papéis no processo educativo, desconstruir que professor e aluno sejam sempre emissor e receptor, respectivamente, transformando-os em interlocutores - como afirmaram Paulo Freire e Mario Kaplún, entre outros.
Partindo deste paradigma, destes valores, educomunicadores e educomunicadoras podem agir no mundo. A sistematização das áreas de intervenção educomunicativas (no trabalho da Lígia de Almeida, docente da Universidade Federal de Campina Grande/PB) contribuem para entendermos caminhos possíveis desta atuação.
São elas:
Educação para a comunicação
Pedagogia da comunicação
Expressão comunicativa por meio das artes [segundo Maurício Silva. (2016)]
Produção midiática
Mediação tecnológica na educação
Epistemologia da educomunicação
Gestão da comunicação
Segundo ALMEIDA, L. B. C. (2016)
Após conhecer a sistematização das áreas de intervenção no ano passado, passei a entender a educação midiática como uma delas (ou parte), a chamada de educação para a comunicação. O mesmo entendimento vale para a área de tecnologia educacional (que tem sido uma porta de entrada para educons nas escolas, inclusive para mim), para a produção midiática ou para a utilização da linguagem artística na construção do diálogo.
Todas essas são possíveis formas de atuação para educomunicadores, mas não são exclusivas para estes profissionais. Podemos ter educação midiática feita de maneira educomunicativa ou não, assim como a mediação tecnológica, a produção midiática, etc. O que vai definir se a prática é educomunicativa? Exatamente o paradigma e os valores que formam sua estrutura.
O que nos define como profissionais de educomunicação, na minha visão, é a forma como pensamos e colocamos em prática os valores deste pensamento. É como construímos as relações horizontais, como estabelecemos o diálogo como forma de comunicação, utilizamos as tecnologias para ampliar a voz dos menos privilegiados.
Para mim, fez sentido concluir que nós educomunicadores e educomunicadoras podemos fazer educação midiática (ou outra ação), mas nem toda educação midiática é educomunicativa. As áreas de intervenção apontam possibilidade para O QUE podemos fazer. Porém o que define a Educomunicação é o COMO fazemos.
Vamos continuar a discussão nos comentários! Quero conhecer outras visões, questões e sugestões.
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","main_content":"Ontem, dia 25/03, tive um bate papo muito proveitoso com o Adriano Leonel (também da base educom) e a prof.ª Edilane Teles (coordenadora do grupo Polifonia e docente da UNEB). Tivemos a oportunidade de apresentar a base educom e o prazer de conhecer o trabalho do grupo de pesquisa Polifonia.
Dentre os assuntos percorridos, em uma troca muito genuína, discutimos a confusão entre os termos Educomunicação e Educação Midiática. A sensação de incômodo ao vermos o entendimento de que são sinônimos e a dificuldade em explicar a diferença para profissionais de outras áreas (mesmo da Educação) também são comuns entre educomunicadores e educomunicadoras do meu círculo mais próximo.
Decidi escrever sobre este tema, como forma de organizar e compartilhar as minhas reflexões, fruto deste e de outros momentos de troca com pessoas que fazem educomunicação por aí. O objetivo é mostrar como faço esta relação e, depois, participar da discussão nos comentários.
A Educomunicação é um campo de atuação que abrange a interface entre educação e comunicação. Estamos acostumados a ouvir que educom é um paradigma, pois se propõe a seguir uma nova forma de pensar e de agir, baseada em valores da libertação, do diálogo e da colaboração, em oposição ao pensamento hegemônico da ordem, das certezas e da competitividade.
Algumas das características inerentes a qualquer prática educomunicativa são o diálogo entre agentes da educação, o protagonismo e a autonomia de estudantes, a relação horizontal entre educadores e educandos, a colaboração e a participação dos indivíduos, a educação com foco no social e o desenvolvimento do pensamento crítico.
Entendo que uma ação educomunicativa precisa necessariamente partir de uma lógica antihegemônica e decolonizante (o Adriano gosta sempre de lembrar, o conceito de educom é essencialmente latinoamericano). Aí se efetiva a mudança de paradigma.
A contribuição da comunicação não pode se resumir às tecnologias e ferramentas utilizadas, precisa ir além, estabelecer o diálogo. Mudar a dinâmica e os papéis no processo educativo, desconstruir que professor e aluno sejam sempre emissor e receptor, respectivamente, transformando-os em interlocutores - como afirmaram Paulo Freire e Mario Kaplún, entre outros.
Partindo deste paradigma, destes valores, educomunicadores e educomunicadoras podem agir no mundo. A sistematização das áreas de intervenção educomunicativas (no trabalho da Lígia de Almeida, docente da Universidade Federal de Campina Grande/PB) contribuem para entendermos caminhos possíveis desta atuação.
São elas:
Educação para a comunicação
Pedagogia da comunicação
Expressão comunicativa por meio das artes [segundo Maurício Silva. (2016)]
Produção midiática
Mediação tecnológica na educação
Epistemologia da educomunicação
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Após conhecer a sistematização das áreas de intervenção no ano passado, passei a entender a educação midiática como uma delas (ou parte), a chamada de educação para a comunicação. O mesmo entendimento vale para a área de tecnologia educacional (que tem sido uma porta de entrada para educons nas escolas, inclusive para mim), para a produção midiática ou para a utilização da linguagem artística na construção do diálogo.
Todas essas são possíveis formas de atuação para educomunicadores, mas não são exclusivas para estes profissionais. Podemos ter educação midiática feita de maneira educomunicativa ou não, assim como a mediação tecnológica, a produção midiática, etc. O que vai definir se a prática é educomunicativa? Exatamente o paradigma e os valores que formam sua estrutura.
O que nos define como profissionais de educomunicação, na minha visão, é a forma como pensamos e colocamos em prática os valores deste pensamento. É como construímos as relações horizontais, como estabelecemos o diálogo como forma de comunicação, utilizamos as tecnologias para ampliar a voz dos menos privilegiados.
Para mim, fez sentido concluir que nós educomunicadores e educomunicadoras podemos fazer educação midiática (ou outra ação), mas nem toda educação midiática é educomunicativa. As áreas de intervenção apontam possibilidade para O QUE podemos fazer. Porém o que define a Educomunicação é o COMO fazemos.
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Ao utilizar as mídias no processo de ensino aprendizagem, professores e alunos ampliam seu potencial comunicativo, tornando-se mais críticos na leitura das informações recebidas e se apropriando das ferramentas disponíveis para produção autoral, cada vez mais acessíveis, por exemplo em um smartphone.
Este é o primeiro texto da série sobre Mídias na Educação, cujo objetivo é compartilhar um pouco da minha experiência prática como educomunicador e professor de tecnologias educacionais. Cada texto terá como tema uma mídia digital, abordando a importância, os benefícios, as ferramentas e maneiras práticas de trabalhar com este recurso em sala de aula.
Neste texto, o foco será a utilização de sites e blogs no processo educativo, especialmente como possibilidade de produção por parte dos alunos. Estas mídias estão presentes no cotidiano de todos nós, acessamos provavelmente todos os dias.
Os sites e blogs (que na verdade são um tipo de site) fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa. Acessamos as páginas na internet para ler notícias, fazer compras, enviar mensagens de e-mail, procurar emprego, organizar as férias. Saber utilizar uma mídia tão presente no cotidiano já é motivo suficiente para inseri-la na sala de aula.
O desenvolvimento de sites, que antes dependia de programação em linguagens como HTML e PHP, tornou-se mais simples, com ferramentas que permitem a construção de uma página completa sem necessidade de saber programação. Essa mudança facilita a criação de atividades com alunos de construção de sites ou blogs.
Ao utilizar páginas da internet no processo de ensino aprendizagem, é importante adotá-las de maneira reflexiva, não apenas instrumental, para que seja desenvolvido o pensamento crítico sobre a mídia e a compreensão sobre as questões éticas na sua utilização como forma de transmissão de informações.
Os blogs, especialmente, são espaços utilizados para emitir opiniões e divulgar informações que não necessariamente passaram por um processo profissional sério de apuração jornalística. É preciso entender essa particularidade, com uma visão crítica sobre eles, para separar o que é bom e o que pode ser prejudicial, visto que alguns blogs e sites estão diretamente relacionados com a difusão de fake news.
Experimentar o processo de desenvolvimento de um site ou blog, permite aos alunos ampliar o conhecimento sobre aquela mídia também como leitores. A produção autoral de páginas na internet aumenta o potencial comunicativo de estudantes e contribui para a sua formação como cidadãos e cidadãs.
Vimos a importância e os benefícios de inserir os sites e blogs na sala de aula, agora vou mostrar algumas possibilidades mais práticas. Provavelmente, professores e alunos já utilizam páginas da internet para fazer pesquisas, buscarem conteúdos do seu interesse e se comunicarem.
A primeira sugestão diz respeito a trabalhar com a análise do discurso e das características da linguagem utilizada nestas mídias, especialmente nos blogs, que possuem uma forma mais padrão de escrita. O reconhecimento das características da linguagem e da maneira como se apresentam os textos, imagens, vídeos ou outros formatos, permitem o entendimento das possibilidades de utilização da mídia, permitindo a discussão de questões de uso ético e responsável.
Os docentes podem propor a criação de um blog coletivo da turma, onde serão publicados textos das alunas e alunos. É uma forma de divulgar a produção feita em sala de aula para além dos muros da escola. Este blog pode conter textos específicos de um projeto de alguma disciplina ou até mesmo ser uma iniciativa mais aberta, permitindo a escolha dos temas de acordo com seu interesse e contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e autogestão dos estudantes.
Outra possibilidade é a construção, feita pelos alunos, de um site institucional para projetos da turma. Assim, os projetos de uma feira de ciências ou de uma mostra cultural podem ser divulgados em um ou vários sites, ampliando o alcance daquela divulgação.
A atividade pedagógica com sites mais interessante que realizei como professor foi numa eletiva de jornalismo para ensino médio, na qual os grupos de alunos e alunas tiveram que construir um site-reportagem sobre algum tema do seu interesse, incluindo produção de vídeo, podcasts e textos com imagens. O projeto permitiu a aplicação de todos os conceitos e formatos trabalhados ao longo do semestre e ainda contribuiu para que as produções extrapolassem o espaço da escola.
Para finalizar, vou listar algumas ferramentas de construção de sites e blogs, que funcionam online e são gratuitas, para serem utilizadas por educadores e educandos em atividades pedagógicas.
Espero que tenha conseguido organizar as principais informações sobre o uso dessa mídia na educação. Deixe seu comentário para contar como utiliza sites e blogs na sala de aula ou com perguntas para contribuir na discussão.
Te encontro no próximo texto da série.
Este texto foi publicado originalmente no blog da Layers Education
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Ao utilizar as mídias no processo de ensino aprendizagem, professores e alunos ampliam seu potencial comunicativo, tornando-se mais críticos na leitura das informações recebidas e se apropriando das ferramentas disponíveis para produção autoral, cada vez mais acessíveis, por exemplo em um smartphone.
Este é o primeiro texto da série sobre Mídias na Educação, cujo objetivo é compartilhar um pouco da minha experiência prática como educomunicador e professor de tecnologias educacionais. Cada texto terá como tema uma mídia digital, abordando a importância, os benefícios, as ferramentas e maneiras práticas de trabalhar com este recurso em sala de aula.
Neste texto, o foco será a utilização de sites e blogs no processo educativo, especialmente como possibilidade de produção por parte dos alunos. Estas mídias estão presentes no cotidiano de todos nós, acessamos provavelmente todos os dias.
Os sites e blogs (que na verdade são um tipo de site) fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa. Acessamos as páginas na internet para ler notícias, fazer compras, enviar mensagens de e-mail, procurar emprego, organizar as férias. Saber utilizar uma mídia tão presente no cotidiano já é motivo suficiente para inseri-la na sala de aula.
O desenvolvimento de sites, que antes dependia de programação em linguagens como HTML e PHP, tornou-se mais simples, com ferramentas que permitem a construção de uma página completa sem necessidade de saber programação. Essa mudança facilita a criação de atividades com alunos de construção de sites ou blogs.
Ao utilizar páginas da internet no processo de ensino aprendizagem, é importante adotá-las de maneira reflexiva, não apenas instrumental, para que seja desenvolvido o pensamento crítico sobre a mídia e a compreensão sobre as questões éticas na sua utilização como forma de transmissão de informações.
Os blogs, especialmente, são espaços utilizados para emitir opiniões e divulgar informações que não necessariamente passaram por um processo profissional sério de apuração jornalística. É preciso entender essa particularidade, com uma visão crítica sobre eles, para separar o que é bom e o que pode ser prejudicial, visto que alguns blogs e sites estão diretamente relacionados com a difusão de fake news.
Experimentar o processo de desenvolvimento de um site ou blog, permite aos alunos ampliar o conhecimento sobre aquela mídia também como leitores. A produção autoral de páginas na internet aumenta o potencial comunicativo de estudantes e contribui para a sua formação como cidadãos e cidadãs.
Vimos a importância e os benefícios de inserir os sites e blogs na sala de aula, agora vou mostrar algumas possibilidades mais práticas. Provavelmente, professores e alunos já utilizam páginas da internet para fazer pesquisas, buscarem conteúdos do seu interesse e se comunicarem.
A primeira sugestão diz respeito a trabalhar com a análise do discurso e das características da linguagem utilizada nestas mídias, especialmente nos blogs, que possuem uma forma mais padrão de escrita. O reconhecimento das características da linguagem e da maneira como se apresentam os textos, imagens, vídeos ou outros formatos, permitem o entendimento das possibilidades de utilização da mídia, permitindo a discussão de questões de uso ético e responsável.
Os docentes podem propor a criação de um blog coletivo da turma, onde serão publicados textos das alunas e alunos. É uma forma de divulgar a produção feita em sala de aula para além dos muros da escola. Este blog pode conter textos específicos de um projeto de alguma disciplina ou até mesmo ser uma iniciativa mais aberta, permitindo a escolha dos temas de acordo com seu interesse e contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e autogestão dos estudantes.
Outra possibilidade é a construção, feita pelos alunos, de um site institucional para projetos da turma. Assim, os projetos de uma feira de ciências ou de uma mostra cultural podem ser divulgados em um ou vários sites, ampliando o alcance daquela divulgação.
A atividade pedagógica com sites mais interessante que realizei como professor foi numa eletiva de jornalismo para ensino médio, na qual os grupos de alunos e alunas tiveram que construir um site-reportagem sobre algum tema do seu interesse, incluindo produção de vídeo, podcasts e textos com imagens. O projeto permitiu a aplicação de todos os conceitos e formatos trabalhados ao longo do semestre e ainda contribuiu para que as produções extrapolassem o espaço da escola.
Para finalizar, vou listar algumas ferramentas de construção de sites e blogs, que funcionam online e são gratuitas, para serem utilizadas por educadores e educandos em atividades pedagógicas.
Espero que tenha conseguido organizar as principais informações sobre o uso dessa mídia na educação. Deixe seu comentário para contar como utiliza sites e blogs na sala de aula ou com perguntas para contribuir na discussão.
Te encontro no próximo texto da série.
Este texto foi publicado originalmente no blog da Layers Education
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