{"status":200,"response":{"result":"RELATED_ARTICLES_RETRIEVED","data":[{"id":"64354d6c8a8b51a0ef30d4ef","updated":"2023-04-11T13:16:12.480Z","created":"2023-04-11T12:07:08.252Z","statuses":{"approval_status":"approved","publish_status":"published","visibility_status":"public","has_pending_changes":false,"is_pinned":false,"is_paywall_disabled":false,"scheduled_date":null,"rejection_reason":null,"created_on":"2023-04-11T12:07:08.233Z","updated_on":null},"metadata":{"location":"home","location_slug":"blog","content_type":"post","publish_date":"2023-04-11T12:07:08.258Z","likes_count":6,"comments_count":0,"bookmarks_count":0,"shares_count":3,"score":"2023-04-11T18:07:08.258Z","sharing_title":null,"sharing_description":null,"sharing_image":null,"tag_ids":["61dc8627a2b22a7c20aae4a8","61dc8627a2b22a7c20aae4ab","64354d6c8a8b51a0ef30d4ec","64354d6c8a8b51a0ef30d4ed","64354d6c8a8b51a0ef30d4ee"],"author_user_id":"602c0ac8c95562223a93b904","moderator_user_id":null,"original_author_user_id":"602c0ac8c95562223a93b904","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827","course_id":null,"course_module_id":null,"group_id":null,"version":2,"created_on":"2023-04-11T12:07:08.233Z","updated_on":null,"tags":[{"id":"61dc8627a2b22a7c20aae4a8","title":"bncc","slug":"bncc","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"61dc8627a2b22a7c20aae4ab","title":"curriculo","slug":"curriculo","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"64354d6c8a8b51a0ef30d4ec","updated":"2023-04-11T12:07:08.236Z","created":"2023-04-11T12:07:08.236Z","title":"educacaomidiatica","slug":"educacaomidiatica","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"64354d6c8a8b51a0ef30d4ed","updated":"2023-04-11T12:07:08.237Z","created":"2023-04-11T12:07:08.237Z","title":"educamidia","slug":"educamidia","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"},{"id":"64354d6c8a8b51a0ef30d4ee","updated":"2023-04-11T12:07:08.237Z","created":"2023-04-11T12:07:08.237Z","title":"sala de aula","slug":"sala-de-aula","project_id":"602b0a49a74b651d2ab0f827"}]},"content":{"title":"Conheça a matriz de habilidades da educação midiática","slug":"conheca-a-matriz-de-habilidades-da-educacao-midiatica","cover_image":"https://602b0a49a74b651d2ab0f827.redesign.static-01.com/l/images/48192c031200a28a719a5b10f2878257a454de42.png","headline":"\n\nRecentemente, estudando conteúdos sobre Educação Midiática, descobri um material pedagógico que pode ser bem útil para profissionais da educomunicação que atuam em sala de aula. É uma matriz de habilidades","main_content":"

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Recentemente, estudando conteúdos sobre Educação Midiática, descobri um material pedagógico que pode ser bem útil para profissionais da educomunicação que atuam em sala de aula. É uma matriz de habilidades da educação midiática alinhada à BNCC e proposta pelo Educamídia.

Segundo o site, o Educamídia é o “Programa do Instituto Palavra Aberta com apoio do Google.org criado para capacitar professores e organizações de ensino, e engajar a sociedade no processo de educação midiática dos jovens”. O Educamídia é uma referência na área da educação midiática, realizando diversos projetos de formação de professores, produção de recursos e de planos e aulas, tudo disponibilizado gratuitamente.

A definição de educação midiática para o Educamídia é “conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos — dos impressos aos digitais”. Se você está vendo este conceito pela primeira vez, sugiro a leitura de outros textos da base educom que tratam do assunto:

Estrutura da proposta

O documento elaborado pelo Educamídia se baseia na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que determina as diretrizes para o ensino básico do Brasil. Ela indica as competências gerais e específicas por área, os objetivos de aprendizagem e as habilidades que devem guiar o ensino básico do país. Cada rede e escola devem partir da BNCC e criar os currículos adequados ao seu contexto sociocultural.

Para saber mais, sugiro a leitura do texto “Entendendo os fundamentos pedagógicos da BNCC”.

O material do Educamídia apresenta dois elementos. Primeiro, os objetivos de aprendizagem, que são divididos em dois tipos: “para alunos” e “para professores”. Já as habilidades são divididas em três eixos principais, que correspondem às etapas de um processo comunicativo: Ler, Escrever e Participar.

Outra característica relevante da proposta é a abordagem da educação midiática como um componente transdisciplinar, ou seja, que envolve conhecimentos relacionados a mais de uma área do conhecimento.

Pela minha experiência prática, a educação midiática é um tema que realmente pode ser trabalhado juntamente com qualquer área do conhecimento. Por exemplo, em um projeto de língua portuguesa sobre o gênero jornalístico, em uma atividade de matemática sobre estatística de pesquisas de opinião ou em uma atividade de divulgação científica.

Objetivos de aprendizagem

Objetivos de aprendizagem da Educação Midiática proposta pelo Educamídia são:

Para alunos:
Analisar — de forma crítica, e habitualmente, os textos de mídia em qualquer formato — dos impressos à internet;
Compreender — os mecanismos de busca, curadoria e produção de conhecimento;
Acessar — uma ampla gama de ferramentas digitais e ter flexibilidade para encontrar e adaptar-se a novas ferramentas;
Aplicar — o conhecimento do ambiente informacional e midiático para solucionar problemas, para o exercício da cidadania e para a autoexpressão;
Criar — peças de mídia fundamentadas em uma escrita técnica ou criativa bem desenvolvida, de forma ética e responsável.


Para professores:
Explorar — novas abordagens pedagógicas proporcionadas pelas tecnologias de informação e comunicação;
Promover — uma cultura de aprendizagem que estimule a curiosidade e o aprendizado contínuo;
Facilitar — a aprendizagem significativa, fazendo uso de recursos de mídia;
Guiar — os alunos para práticas éticas, legais e seguras no ambiente digital e fora dele;
Criar — experiências engajadoras que levem os alunos a participar e contribuir para a sociedade de maneira crítica, ética e responsável.


Habilidades

Veja as habilidade da educação midiática propostas pelo Educamídia:



Para conhecer os detalhes, você pode acessar a matriz de habilidades da educação midiática no site do Educamídia ou no documento em PDF disponibilizado pelo programa.


Como utilizar uma matriz de habilidades?

Uma matriz de habilidades serve para indicar as diretrizes de um processo educativo. Ao ser adotada, será a referência que indicará os objetivos pedagógicos para o processo em questão. Por exemplo, a BNCC indica os objetivos pedagógicos para cada nível de ensino (do Infantil ao Médio), o Novo Ensino Médio define os objetivos pedagógicos para os itinerários formativos.

A proposta do Educamídia, pode ser utilizada como referência para um processo de educação midiática em diversos contextos. E por estar alinhada à BNCC, pode principalmente ser adotada por escolas que queiram trabalhar o tema em sala de aula. Assim, a matriz de habilidades é o ponto de partida para o planejamento de um currículo ou de uma sequência de aulas sobre educação midiática.

Na situação em que a escola decide elaborar um currículo completo de educação midiática para todos os níveis de ensino, pode distribuir as habilidades de modo a adequar sua pertinência para a idade das crianças e adolescentes envolvidos. Neste caso, as habilidades podem ser trabalhadas em diversos momentos, retomando e aprofundando a abordagem de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, para que estudantes possam desenvolver 

Caso queira usar a matriz de habilidades para planejar uma sequência de aulas ou até mesmo uma aula pontual, é importante adequar a quantidade de habilidades que serão o foco da aula. É comum encontrar planos de aula que indiquem 4 ou 5 habilidades como objetivo para uma atividade de 50 minutos. Mas será que é possível dar ênfase e garantir a aprendizagem de 5 habilidades em pouco tempo?

A minha recomendação (e como costumo fazer quando elaboro planos de aula) é limitar a quantidade de habilidades para apenas duas por aula. Para garantir que a professora saberá qual a prioridade daquela aula, inclusive pensando na avaliação da aprendizagem.

Outras matrizes importantes

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Segundo o site, o Educamídia é o “Programa do Instituto Palavra Aberta com apoio do Google.org criado para capacitar professores e organizações de ensino, e engajar a sociedade no processo de educação midiática dos jovens”. O Educamídia é uma referência na área da educação midiática, realizando diversos projetos de formação de professores, produção de recursos e de planos e aulas, tudo disponibilizado gratuitamente.

A definição de educação midiática para o Educamídia é “conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos — dos impressos aos digitais”. Se você está vendo este conceito pela primeira vez, sugiro a leitura de outros textos da base educom que tratam do assunto:

Estrutura da proposta

O documento elaborado pelo Educamídia se baseia na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que determina as diretrizes para o ensino básico do Brasil. Ela indica as competências gerais e específicas por área, os objetivos de aprendizagem e as habilidades que devem guiar o ensino básico do país. Cada rede e escola devem partir da BNCC e criar os currículos adequados ao seu contexto sociocultural.

Para saber mais, sugiro a leitura do texto “Entendendo os fundamentos pedagógicos da BNCC”.

O material do Educamídia apresenta dois elementos. Primeiro, os objetivos de aprendizagem, que são divididos em dois tipos: “para alunos” e “para professores”. Já as habilidades são divididas em três eixos principais, que correspondem às etapas de um processo comunicativo: Ler, Escrever e Participar.

Outra característica relevante da proposta é a abordagem da educação midiática como um componente transdisciplinar, ou seja, que envolve conhecimentos relacionados a mais de uma área do conhecimento.

Pela minha experiência prática, a educação midiática é um tema que realmente pode ser trabalhado juntamente com qualquer área do conhecimento. Por exemplo, em um projeto de língua portuguesa sobre o gênero jornalístico, em uma atividade de matemática sobre estatística de pesquisas de opinião ou em uma atividade de divulgação científica.

Objetivos de aprendizagem

Objetivos de aprendizagem da Educação Midiática proposta pelo Educamídia são:

Para alunos:
Analisar — de forma crítica, e habitualmente, os textos de mídia em qualquer formato — dos impressos à internet;
Compreender — os mecanismos de busca, curadoria e produção de conhecimento;
Acessar — uma ampla gama de ferramentas digitais e ter flexibilidade para encontrar e adaptar-se a novas ferramentas;
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Para professores:
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Facilitar — a aprendizagem significativa, fazendo uso de recursos de mídia;
Guiar — os alunos para práticas éticas, legais e seguras no ambiente digital e fora dele;
Criar — experiências engajadoras que levem os alunos a participar e contribuir para a sociedade de maneira crítica, ética e responsável.


Habilidades

Veja as habilidade da educação midiática propostas pelo Educamídia:



Para conhecer os detalhes, você pode acessar a matriz de habilidades da educação midiática no site do Educamídia ou no documento em PDF disponibilizado pelo programa.


Como utilizar uma matriz de habilidades?

Uma matriz de habilidades serve para indicar as diretrizes de um processo educativo. Ao ser adotada, será a referência que indicará os objetivos pedagógicos para o processo em questão. Por exemplo, a BNCC indica os objetivos pedagógicos para cada nível de ensino (do Infantil ao Médio), o Novo Ensino Médio define os objetivos pedagógicos para os itinerários formativos.

A proposta do Educamídia, pode ser utilizada como referência para um processo de educação midiática em diversos contextos. E por estar alinhada à BNCC, pode principalmente ser adotada por escolas que queiram trabalhar o tema em sala de aula. Assim, a matriz de habilidades é o ponto de partida para o planejamento de um currículo ou de uma sequência de aulas sobre educação midiática.

Na situação em que a escola decide elaborar um currículo completo de educação midiática para todos os níveis de ensino, pode distribuir as habilidades de modo a adequar sua pertinência para a idade das crianças e adolescentes envolvidos. Neste caso, as habilidades podem ser trabalhadas em diversos momentos, retomando e aprofundando a abordagem de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, para que estudantes possam desenvolver 

Caso queira usar a matriz de habilidades para planejar uma sequência de aulas ou até mesmo uma aula pontual, é importante adequar a quantidade de habilidades que serão o foco da aula. É comum encontrar planos de aula que indiquem 4 ou 5 habilidades como objetivo para uma atividade de 50 minutos. Mas será que é possível dar ênfase e garantir a aprendizagem de 5 habilidades em pouco tempo?

A minha recomendação (e como costumo fazer quando elaboro planos de aula) é limitar a quantidade de habilidades para apenas duas por aula. Para garantir que a professora saberá qual a prioridade daquela aula, inclusive pensando na avaliação da aprendizagem.

Outras matrizes importantes

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🧠✨ No dia 27 de março, o NCE-USP abriu a temporada de Encontros de 2025 com a presença inspiradora da jornalista e pesquisadora Fernanda Simplício, que nos levou a refletir sobre

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🧠✨ No dia 27 de março, o NCE-USP abriu a temporada de Encontros de 2025 com a presença inspiradora da jornalista e pesquisadora Fernanda Simplício, que nos levou a refletir sobre Aprendizagem na Cibercultura.

🌐 Em sua fala, Fernanda destacou a potência da Educomunicação na construção de um diálogo entre comunicação e educação, reforçando a importância do letramento digital, da emancipação crítica e da valorização dos saberes das vivências.

📚 A pesquisadora compartilhou experiências do seu mestrado com as criadoras do @PretinhasLeitoras (Instagram), apontando como mesmo sem conhecerem o conceito, já atuavam como verdadeiras educomunicadoras.

💡🎥 O encontro completo está disponível no YouTube do NCE! Um convite aberto a educadores, estudantes e pesquisadores para repensarmos juntos o futuro da educação na era digital.

Acesse a nota completa em: NCE USP BLOG


✍️ Por Aline Amaral de Lima

#Educomunicação #Cibercultura #AprendizagemDigital #NCEUSP #FernandaSimplício #Encontros2025 #PretinhasLeitoras #ComunicaçãoeEducação #LetramentoDigital #Inclusão #PesquisaAcadêmica

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📚 A pesquisadora compartilhou experiências do seu mestrado com as criadoras do @PretinhasLeitoras (Instagram), apontando como mesmo sem conhecerem o conceito, já atuavam como verdadeiras educomunicadoras.

💡🎥 O encontro completo está disponível no YouTube do NCE! Um convite aberto a educadores, estudantes e pesquisadores para repensarmos juntos o futuro da educação na era digital.

Acesse a nota completa em: NCE USP BLOG


✍️ Por Aline Amaral de Lima

#Educomunicação #Cibercultura #AprendizagemDigital #NCEUSP #FernandaSimplício #Encontros2025 #PretinhasLeitoras #ComunicaçãoeEducação #LetramentoDigital #Inclusão #PesquisaAcadêmica

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Não é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da complexidade.

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Não é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da complexidade. Isso significa que o pensamento, a visão de mundo, os valores e as formas de organização social vêm sofrendo grandes alterações.

Desde o século XVII, o pensamento ocidental é condicionado pela lógica cartesiana, baseada em relações de causa e efeito determinadas, predominante até os dias atuais. Este paradigma se sustenta basicamente sobre três pilares: Razão, Ordem e Separabilidade. No entanto, existem teorias contrárias a estes pilares, iniciando uma nova forma de pensamento, caracterizado pela visão e aceitação da complexidade.

Edgar Morin, filósofo da corrente do pensamento complexo, aponta para a necessidade da ciência articular os diversos conhecimentos específicos para resolver os problemas do mundo de maneira mais abrangente, que são complexos e se forem analisados por conhecimentos fragmentados levarão a conclusões incompletas.

Na Educação, estas mudanças ocorrem de maneira mais lenta, porém é necessário repensar alguns dos conceitos estruturais que sustentam o atual sistema educacional. A ideia desse texto é introduzir o conceito de complexidade de Morin e discutir sobre o seu impacto na forma como fazemos a Educação, indicando qual pode ser o papel da Educomunicação.


O pensamento complexo, por Edgar Morin

O conceito de complexidade é definido por Morin (2008, p. 20) como “um tecido de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo” e “o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal.” O autor apresenta a complexidade com características da confusão, da desordem, da ambiguidade e da incerteza:

“À primeira vista é um fenômeno quantitativo, a extrema quantidade de interações e de interferências entre um número muito grande de unidades. (...) Porém, a complexidade não compreende apenas quantidades de unidades e interações que desafiam as nossas possibilidades de cálculo; compreende também incertezas, indeterminações, fenômenos aleatórios. (...) A complexidade está portanto ligada a uma certa mistura de ordem e de desordem.” (MORIN, 2008, p.51).


No paradigma vigente da simplicidade, de acordo com Morin, o conhecimento tem a função de selecionar os elementos de ordem e de certeza, eliminando a desordem e a incerteza, retirando a ambiguidade e estabelecendo distinção. Morin (2008) diz que as operações de separação e redução das áreas do conhecimento, apesar de necessárias ao entendimento, correm o risco de torná-lo cego. O filósofo ressalta a necessidade de aceitar certa imprecisão nos fenômenos e também nos conceitos.

“(...) uma das grandes conquistas preliminares no estudo do cérebro humano é compreender que uma das suas superioridades sobre o computador é poder trabalhar com o insuficiente e o vago.” (MORIN, 2008, p. 53).

O pensamento complexo, diferentemente do cartesiano, aceita a desordem, o incerto e a ambiguidade, sendo possível elaborar instrumentos conceituais para isso. Nesta forma de pensar, a explicação de um fenômeno não pode ser reduzida a um princípio de ordem pura, nem de desordem pura, adotando um caráter misto. Já o caráter de fragmentação do conhecimento deve ser eliminado, criando a consciência de que sempre haverá incertezas, pois o pensamento complexo não é completo:

“Num sentido, o pensamento complexo tenta dar conta daquilo que os tipos de pensamento mutilante se desfaz, excluindo o que eu chamo de simplificadores e por isso ele luta, não contra a incompletude, mas contra a mutilação. Por exemplo, se tentarmos pensar no fato de que somos seres ao mesmo tempo físicos, biológicos, sociais, culturais, psíquicos e espirituais, é evidente que a complexidade é aquilo que tenta conceber a articulação, a identidade e a diferença de todos esses aspectos, enquanto o pensamento simplificante separa esses diferentes aspectos, ou unifica-os por uma redução mutilante. Portanto, nesse sentido, é evidente que a ambição da complexidade é prestar contas das articulações despedaçadas pelos cortes entre disciplinas, entre categorias cognitivas e entre tipos de conhecimento.” (MORIN 2007, p. 176-177).

Como educar para o pensamento complexo

Em entrevista para a GloboNews, exibida em 23/02/2015, ao ser perguntado o que pode ser feito em relação ao ensino para preparar as futuras gerações, Morin propõe a introdução de temas que ainda não são discutidos nos ambientes educacionais, como \"aceitação do erro\", “o que é o conhecimento”, “compreensão humana”, “enfrentar as incertezas”.

Percebemos que há a necessidade de enfatizar o caráter humano e social do processo educativo, para além da aprendizagem de conhecimentos científicos especializados. A mudança da forma de pensar passa necessariamente por discutir em sala de aula elementos do próprio paradigma da complexidade.

Morin também fala da força da internet e de outras ferramentas da comunicação, tanto para o lado positivo quanto para o negativo, e ressalta a liberdade que a rede oferece para seus usuários.

O filósofo afirma que “a informação não é conhecimento, o conhecimento é a organização das informações”, de modo a reforçar a importância do pensamento complexo para as pessoas interpretarem melhor as informações nas quais estão imersas e transformá-las em conhecimento.

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A Educomunicação e o pensamento complexo

Entendo que o paradigma da complexidade conversa diretamente com as bases da Educomunicação, cuja atuação ocorre na interface entre duas áreas “fragmentadas” nos estudos tradicionais: a Educação e a Comunicação. Também destaco a valorização de outras formas de saberes e conhecimentos, como um aspecto em comum.

Por isso, vejo as pessoas educomunicadoras assumindo um papel central na educação para o pensamento complexo. Primeiro, pela ênfase nos aspectos humanos e sociais no processo educativo, incentivando a reflexão sobre a realidade e o questionamento sobre as formas de pensar hegemônicas.

Depois, pela necessidade de educar para o uso das mídias, ampliando a capacidade de utilizar as informações digitais de maneira ética e responsável para a construção do conhecimento pessoal e coletivo.


Referências utilizadas:

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Não é novidade que as novas tecnologias da comunicação alteraram de maneira significativa a nossa sociedade. O momento atual é marcado pela transição do paradigma positivista para o paradigma da complexidade. Isso significa que o pensamento, a visão de mundo, os valores e as formas de organização social vêm sofrendo grandes alterações.

Desde o século XVII, o pensamento ocidental é condicionado pela lógica cartesiana, baseada em relações de causa e efeito determinadas, predominante até os dias atuais. Este paradigma se sustenta basicamente sobre três pilares: Razão, Ordem e Separabilidade. No entanto, existem teorias contrárias a estes pilares, iniciando uma nova forma de pensamento, caracterizado pela visão e aceitação da complexidade.

Edgar Morin, filósofo da corrente do pensamento complexo, aponta para a necessidade da ciência articular os diversos conhecimentos específicos para resolver os problemas do mundo de maneira mais abrangente, que são complexos e se forem analisados por conhecimentos fragmentados levarão a conclusões incompletas.

Na Educação, estas mudanças ocorrem de maneira mais lenta, porém é necessário repensar alguns dos conceitos estruturais que sustentam o atual sistema educacional. A ideia desse texto é introduzir o conceito de complexidade de Morin e discutir sobre o seu impacto na forma como fazemos a Educação, indicando qual pode ser o papel da Educomunicação.


O pensamento complexo, por Edgar Morin

O conceito de complexidade é definido por Morin (2008, p. 20) como “um tecido de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo” e “o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal.” O autor apresenta a complexidade com características da confusão, da desordem, da ambiguidade e da incerteza:

“À primeira vista é um fenômeno quantitativo, a extrema quantidade de interações e de interferências entre um número muito grande de unidades. (...) Porém, a complexidade não compreende apenas quantidades de unidades e interações que desafiam as nossas possibilidades de cálculo; compreende também incertezas, indeterminações, fenômenos aleatórios. (...) A complexidade está portanto ligada a uma certa mistura de ordem e de desordem.” (MORIN, 2008, p.51).


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“(...) uma das grandes conquistas preliminares no estudo do cérebro humano é compreender que uma das suas superioridades sobre o computador é poder trabalhar com o insuficiente e o vago.” (MORIN, 2008, p. 53).

O pensamento complexo, diferentemente do cartesiano, aceita a desordem, o incerto e a ambiguidade, sendo possível elaborar instrumentos conceituais para isso. Nesta forma de pensar, a explicação de um fenômeno não pode ser reduzida a um princípio de ordem pura, nem de desordem pura, adotando um caráter misto. Já o caráter de fragmentação do conhecimento deve ser eliminado, criando a consciência de que sempre haverá incertezas, pois o pensamento complexo não é completo:

“Num sentido, o pensamento complexo tenta dar conta daquilo que os tipos de pensamento mutilante se desfaz, excluindo o que eu chamo de simplificadores e por isso ele luta, não contra a incompletude, mas contra a mutilação. Por exemplo, se tentarmos pensar no fato de que somos seres ao mesmo tempo físicos, biológicos, sociais, culturais, psíquicos e espirituais, é evidente que a complexidade é aquilo que tenta conceber a articulação, a identidade e a diferença de todos esses aspectos, enquanto o pensamento simplificante separa esses diferentes aspectos, ou unifica-os por uma redução mutilante. Portanto, nesse sentido, é evidente que a ambição da complexidade é prestar contas das articulações despedaçadas pelos cortes entre disciplinas, entre categorias cognitivas e entre tipos de conhecimento.” (MORIN 2007, p. 176-177).

Como educar para o pensamento complexo

Em entrevista para a GloboNews, exibida em 23/02/2015, ao ser perguntado o que pode ser feito em relação ao ensino para preparar as futuras gerações, Morin propõe a introdução de temas que ainda não são discutidos nos ambientes educacionais, como \"aceitação do erro\", “o que é o conhecimento”, “compreensão humana”, “enfrentar as incertezas”.

Percebemos que há a necessidade de enfatizar o caráter humano e social do processo educativo, para além da aprendizagem de conhecimentos científicos especializados. A mudança da forma de pensar passa necessariamente por discutir em sala de aula elementos do próprio paradigma da complexidade.

Morin também fala da força da internet e de outras ferramentas da comunicação, tanto para o lado positivo quanto para o negativo, e ressalta a liberdade que a rede oferece para seus usuários.

O filósofo afirma que “a informação não é conhecimento, o conhecimento é a organização das informações”, de modo a reforçar a importância do pensamento complexo para as pessoas interpretarem melhor as informações nas quais estão imersas e transformá-las em conhecimento.

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A Educomunicação e o pensamento complexo

Entendo que o paradigma da complexidade conversa diretamente com as bases da Educomunicação, cuja atuação ocorre na interface entre duas áreas “fragmentadas” nos estudos tradicionais: a Educação e a Comunicação. Também destaco a valorização de outras formas de saberes e conhecimentos, como um aspecto em comum.

Por isso, vejo as pessoas educomunicadoras assumindo um papel central na educação para o pensamento complexo. Primeiro, pela ênfase nos aspectos humanos e sociais no processo educativo, incentivando a reflexão sobre a realidade e o questionamento sobre as formas de pensar hegemônicas.

Depois, pela necessidade de educar para o uso das mídias, ampliando a capacidade de utilizar as informações digitais de maneira ética e responsável para a construção do conhecimento pessoal e coletivo.


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