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Educomunicadores produzem guia para lidar com fake news sobre saúde

Educomunicadores produzem guia para lidar com fake news sobre saúde
Patrícia Jatobá
mai. 20 - 3 min de leitura
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Alunas e aluno do curso de Educomunicação da ECA/USP produzem guia virtual voltado aos profissionais de saúde para apoio no combate à desinformação.

Em tempos de pandemia e de infodemia da COVID-19, a veloz disseminação, nas redes sociais, de conteúdos falsos relacionados à saúde em detrimento de informação têm colocado em risco a saúde a população.

Uma das maiores pesquisas sobre a disseminação de notícias falsas na internet, realizada em 2018 por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), concluiu que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais gente. E isso representa um risco enorme para a população quando o tema é saúde.

Segundo o Relatório de Notícias Digitais 2020 do Instituto Reuters, considerado o mais importante estudo mundial sobre jornalismo e novas tecnologias, o Facebook e o WhatsApp são as principais plataformas de difusão de conteúdos falsos. No Brasil, o estudo aponta que o aplicativo de mensagens é o meio que mais difunde informações falsas, seguido do Facebook.

Na crise da Covid-19, por exemplo, várias mensagens falsas foram e ainda são constantemente divulgadas por mídias digitais. De acordo com levantamento recente feito pela rede de mobilização social Avaaz, 84% das informações médicas falsas veiculadas no Facebook circularam livremente pela rede. Dessa forma, bilhões de perfis foram afetados com notícias potencialmente perigosas. Esse estudo apontou que da identificação de 174 fake news em saúde, até o período que circularam nas redes sociais, foram 3,8 bilhões de visualizações no Facebook em 2019. Nesse universo de desinformações, muitas “curas” e “remédios” falsos ou inexistentes.

Há ainda uma grande influência de movimentos antivacinas que se mobilizam para desestimular a vacinação contra doenças evitáveis, como o sarampo e a poliomielite. A OMS incluiu esses movimentos em uma lista de 10 maiores riscos à saúde. No entanto, uma infinidade de sites e perfis falsos de redes sociais disseminam fake news sobre vacinação e comprometem os esforços dos sistemas de saúde em conter desinformações e aumentar as taxas de vacinação.

Nesse contexto, apesar do guia ter sido direcionado para atuação dos agentes de saúde, o conteúdo foi produzido para servir como base a qualquer pessoa que tenha interesse no combate à desinformação. O objetivo é dialogar sobre essa urgente e preocupante problemática contemporânea ao trazer dados, fatos, sites e dicas para checagem de conteúdo, além de preconizar a necessidade da mudança de postura e tomada de responsabilidade no compartilhamento de mensagens antes de serem verificadas.

O guia está disponível no site do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, neste link.


Patrícia Jatobá - Graduada em Ciências Sociais (FFLCH-USP), pós-graduada em Revisão e Produção de Textos e graduanda em Educomunicação (ECA-USP).

Camilla Gebara - Graduada em Design Gráfico, graduanda em Educomunicação (ECA-USP) e pós-graduada em Arte-Educação.

Aline Secone - Graduada em Terapia Ocupacional (FMRP-USP).

Lucas Abraão Mosna - Graduado em Fonoaudiologia (PUC-SP) e pós-graduado em Fonoaudiologia em Psiquiatria Infantil (FMUSP).


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